Moscou inclui cinco países na lista dos proibidos de exportar alimentos para a Rússia

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O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, anunciou nesta quinta-feira (13) que mais cinco países serão proibidos de exportar alimentos para a Rússia em resposta às sanções ocidentais.

“Uma série de países foi adicionada além dos membros da União Europeia, a Austrália, o Canadá, a Noruega e os EUA, que foram proibidos de exportar alguns tipos de alimentos para a Rússia. Esses países são Albânia, Montenegro, Islândia e Liechtenstein, bem como a Ucrânia, em determinadas circunstâncias”, disse o primeiro-ministro durante uma reunião do governo.

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"Sanções antirrússia são impostas contra vontade da maioria dos países europeus"
Medvedev explicou que, no que diz respeito à Ucrânia, a proibição de exportação de produtos agrícolas para a Rússia entrará em vigor somente se o governo ucraniano implementar a parte econômica do acordo de associação com a União Europeia, que Kiev assinou em junho do ano passado.

O premiê russo afirmou que Moscou decidiu dar até 1º de Janeiro do próximo ano para se resolver esta situação econômica e, “após essa data, se nós não pudermos concordar com a mediação da União Europeia, e não vejo qualquer sinal disto, definiremos um regime de comércio e embargos sobre os gêneros alimentícios para a Ucrânia. Essa é a nossa decisão”.

Em julho, Montenegro, Albânia, Islândia, Lichtenstein, Noruega e Ucrânia apoiaram a extensão das sanções antirrussas por parte da União Europeia até o dia 31 de janeiro de 2016.

As sanções foram impostas pela UE como resultado de uma suposta participação russa no conflito ucraniano. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções.

Empresas de países como Noruega, Alemanha, Suíça, França e Polônia estão insatisfeitas com os resultados econômicos das medidas restritivas à Rússia. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas (WIFO) em julho, a União Europeia poderia perder até US$ 114 bilhões devido às sanções contra a Rússia, se não houver alteração nas relações.

Moscou negou em diversas ocasiões participação no conflito ucraniano, que se arrasta desde os primeiros meses de 2014.

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