Indústria bélica da Rússia substituirá 90% de componentes importados da UE e OTAN até 2018

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Sistema de mísseis antiaéreos S-400 Triumf, em exposição no fórum militar ARMY 2015, em Kubinka, região de Moscou - Sputnik Brasil
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A substituição de componentes importados pelo Complexo Militar-Industrial (CMI) da Rússia de países da União Europeia e OTAN deverá ser concluída em 90% até 2018, o mesmo prazo sendo válido para a importação de peças vindas da Ucrânia, declarou nesta quarta-feira (12) o vice-primeiro-ministro russo Dmitry Rogozin.

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"Quanto aos países da OTAN e da UE, as últimas substituições serão realizadas em 2021. Mas, em geral, 90% serão concluídos em 2018" – disse Rogozin.

Ele destacou que os dados existentes sobre a substituição de equipamentos militares, apesar de classificados como confidenciais, se revelam desanimadores para os parceiros estrangeiros que impuseram sanções à Rússia.

"Esses dados existem, mas pertencem à categoria de informações classificadas. Para que nós iriamos revelar tudo? Posso dizer apenas uma coisas, que esses dados são tristes para nossos parceiros que introduziram as sanções" – disse Rrogozin respondendo à pergunta sobre a quantidade de componentes militares estrangeiros que já foram substituídos pelo CMI.

"O problema é o seguinte: quando o assunto é Ucrânia, e eu já falei sobre isso, não se trata de produtos muito modernos. É uma produção que, por preguiça da nossa engenharia, vinha sendo importada de forma rotineira da Ucrânia, ao invés de desenvolver novas soluções técnicas. Portanto não teremos substituição de velharias, mas, simplesmente, no lugar daquelas velhas tecnologias serão desenvolvidas tecnologias novas, que já serão implementadas no âmbito dos planos de substituição das importações" – declarou Rogozin.

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Segundo informou o vice-chefe de governo da Rússia, os planos e prazos de substituição das importações de equipamentos militares da Ucrânia dizem respeito a 186 armamentos e equipamentos especiais, tratando-se de milhares de componentes diversos. Junto a isso, nas palavras de Rogozin, a Rússia também precisa substituir cerca de 800 armamentos e equipamentos militares ligados aos países da OTAN e União Europeia, que juntos somam milhares de componentes.

"O prazo limite para a substituição de peças vindas da Ucrânia é 2018. O mais difícil diz respeito a geradores a gás e motores para uma série de navios, helicópteros e aviões. No entanto, todas as decisões necessárias já foram tomadas" – frisou Rogozin.

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