Polícia detém jornalistas durante protestos em Ferguson

© AP Photo / Jeff RobersonPolicial com uma bandeira estadunidense que ele tomou de um manifestante durante os protestos em Ferguson, Missouri
Policial com uma bandeira estadunidense que ele tomou de um manifestante durante os protestos em Ferguson, Missouri - Sputnik Brasil
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A repórter da Sputnik em Ferguson, Cassandra Fairbanks, foi detida na tarde de segunda-feira, sendo libertada depois.

Um ano depois de o afro-americano Mike Brown ter sido morto a tiro por um policial na cidade norte-americana de Ferguson (estado de Missouri), habitantes locais manifestam-se pelos direitos dos negros.

A ação de protesto, cuja palavra de ordem principal é Black Lives Matter (Vidas Negras São Importantes), começou com o bloqueio, por volta das 16h30 locais, da rodovia central, que tem oito pistas.

Em um momento, a polícia interveio, ordenando aos manifestantes para dispersarem.

“Quando chegou a polícia, falaram para todos nós libertarmos a rodovia ou seríamos detidos. Ao retirarmo-nos à zona de estacionamento, os policiais correram e detiveram todos”, diz a jornalista.

Junto com a repórter da Sputnik, o jornalista norte-americano Tim Pool foi também detido, além dos observadores da Ordem Nacional de Advogados dos EUA.

A mídia estadunidense informa que um outro jornalista enfrenta uma ação judiciária por violação de propriedade privada. O correspondente do Washington Post Wesley Lowery tentou gravar, em 9 de agosto, uma matéria televisiva dentro de um McDonalds, quando a polícia veio, pedindo-lhe que parasse. Para o diretor executivo do Washington Post, Martin Baron, trata-se de um “abuso do poder por parte da polícia’.

A cidade de Ferguson declarou o estado de emergência na segunda-feira (10), após as manifestações contra a violência policial, que começaram no domingo (9), terem desembocado em desordens.

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