Ferguson, nos EUA, vive estado de emergência

© AFP 2022 / Michael B. ThomasPolícia de St. Louis acompanha os protestos em Ferguson
Polícia de St. Louis acompanha os protestos em Ferguson - Sputnik Brasil
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O condado de St. Louis, no estado norte-americano do Missouri, declarou estado de emergência nesta segunda-feira, depois dos protestos que marcaram um ano da morte de Michael Brown, de 18 anos, em agosto do ano passado. Brown estava desarmado quando foi atingido por tiros disparados pela polícia.

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Na tarde desta segunda-feira, manifestantes marcharam até o Tribunal Thomas F. Eagleton para pedir justiça. Ativistas clamaram por um dia de desobediência civil. A polícia cercou o prédio e prendeu 56 manifestantes.

No domingo (9), o protesto começou pacificamente em Ferguson. Moradores fizeram uma caminhada e um minuto de silêncio em homenagem ao jovem assassinado. No fim da noite, um rapaz foi gravemente ferido e permanece internado em estado delicado.

Autoridades informaram que o jovem ferido atirou contra os policiais. O chefe da polícia, Jon Belmar, disse que o rapaz disparou nos agentes de dentro de um carro. Depois, encurralado, teria descido atirando e foi atingido.

Identificado como Tyrone Harris, de 18 anos, o rapaz está internado, mas oficialmente preso, acusado de cometer pelo menos quatro crimes. A polícia de St. Louis divulgou fotos da viatura usada pelos policiais no momento da ação com três marcas de tiros.

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A secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, condenou a violência em Ferguson. Ela disse que trabalha para fortalecer a confiança entre as forças policiais e a comunidade.

Os protestos marcam um ano da morte de Michael Brown pelo policial Darren Wilson, que não foi incriminado pela morte. Em março, o Departamento de Justiça anunciou que não apresentaria acusações criminais contra Wilson por entender que ele agiu em legítima defesa.

Logo depois da morte de Michael Brown, no ano passado, surgiram outros casos de negros que estavam desarmados, mas foram mortos por policiais brancos em cidades como Nova York, Baltimore, Los Angeles, Cincinnati e mais recentemente em Arlington, no Texas. As mortes motivaram vários protestos nos Estados Unidos.

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