Explosão atinge aeroporto de Cabul

© AFP 2022 / SHAH MARAIA explosão no aeroporto de Cabul da segunda-feira continua série de atentados sangrentos na capital afegã
A explosão no aeroporto de Cabul da segunda-feira continua série de atentados sangrentos na capital afegã - Sputnik Brasil
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A explosão que teve lugar nesta segunda-feira no aeroporto internacional de Cabul matou pelo menos cinco pessoas.

O movimento islamista Taliban reivindicou a responsabilidade pelo atentado, informam fontes locais.

As tensões internas no movimento aumentaram com o anúncio da morte do ex-líder talibã, Mullah Omar.

É mais uma explosão na série de atentados suicidas na capital do Afeganistão, que já matou dezenas de pessoas, ferindo várias centenas.

Equipes de socorristas trabalham no local da explosão, que ocorreu na entrada ao aeroporto. Ainda não há informações concretas, porém fontes oficiais temem que haja muitos mortos.

Além da explosão no aeroporto da capital, outro atentado reivindicado pelo Taliban teve lugar nesta segunda-feira no Afeganistão. Um policial membro do grupo extremista matou seis pessoas a tiro na aldeia de Adam Khan, da província de Helmand. Segundo a agência Khaama Press, todas as seis pessoas mortas são policiais também. Uma investigação está em curso, no entanto, o criminoso fugiu.

Já o canal de televisão Tolo News informa sobre uma explosão que ocorreu, também nesta segunda, no território da residência oficial do governador do distrito de Gerishk. O criminoso sobreviveu a explosão e foi detido. Ainda não há informações sobre os responsáveis pelo atentado.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani Ahmadzai, acaba de proferir um discurso, criticando o vizinho Paquistão pela sua atitude para com as explosões. "Se pessoas continuam morrendo no nosso país, a relação [com o Paquistão] e as conversações de paz perdem o seu significado", disse.

O Paquistão tinha manifestado apoio ao Talibã, exercendo certa influência sobre o grupo extremista, de acordo com observadores internacionais.

"Nós esperávamos pela paz, mas estamos recebendo mensagens de guerra do Paquistão", disse Ashraf Ghani.

"Falando por telefone [no domingo] com o primeiro-ministro do Paquistão [Nawaz Sharif], eu apelei para que o Paquistão veja o terrorismo no Afeganistão com os mesmos olhos que ele vê o terrorismo no Paquistão", acrescentou.

A situação no Afeganistão piorou neste ano, com o fortalecimento das organizações terroristas Taliban e Estado Islâmico, que tem ocorrido desde a retirada das tropas da OTAN, que começou em dezembro de 2014. Contudo, hoje militares da Aliança Atlântica continuam presentes no país, como uma missão de suporte às Forças Nacionais de Segurança do Afeganistão.

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