Opinião: aproximação da Ucrânia à UE só trouxe problemas

© Sputnik / Andrei Stenin / Abrir o banco de imagensProtesto na praça Maidan em Kiev, 22 de fevereiro
Protesto na praça Maidan em Kiev, 22 de fevereiro - Sputnik Brasil
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A recusa do ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich de assinar o acordo de associação com a União Europeia, que provocou protestos na praça da Independência (Maidan) em Kiev era um passo correto, opinam jornalistas da mídia austríaca.

Segundo eles, o Ocidente tentou mentir à Ucrânia por meio da conclusão de um acordo nefasto para o país e agora, em vez de bem-estar e gás barato da Rússia, os ucranianos lidam com um conflito militar em Donbass e uma crise econômica.

Combatente da República Popular de Donetsk em um mercado destruído no leste ucraniano - Sputnik Brasil
Ucrânia está à beira do colapso econômico
O assim chamado Euromaidan começou após a decisão de Yanukovich e, segundo lembra a publicação austríaca Contra Magazin, primeiramente o ex-presidente queria reconsiderar os pontos contestáveis do acordo, mas os iniciadores dos protestos em Kiev exigiram a associação imediata. 

Segundo opinam alguns jornalistas, o problema mais grave para a Ucrânia é que o acordo deveria se tornar mais abrangente do que acordos concluídos com outros Estados-membros da UE. Este previa a aceitação total do sistema de direito europeu, inclusive “privatizações radicais (que já estão em curso) e a estabilização de preços de acordo com os requisitos de mercado”.

Esta última exigência prevê a suspensão dos subsídios de preços dos recursos energéticos (gás e eletricidade). Segundo o Contra Magazin, frente ao inverno e situação crítica na economia, a atual política será a pena de morte para o povo ucraniano

“As pessoas que protestavam no Maidan em Kiev e aqueles que ainda apoiam o governo existente em breve chegarão à conclusão sobre as consequências dolorosas de tão imprevidente estratégia política”, escreveu Marco Maier.

Enquanto isso, os preços para gás na Ucrânia continuam aumentando, muitos já não podem pagar as contas, e as contas não pagas fazem aumentas ainda mais os preços para as outras pessoas. A publicação indica ainda que não nos devemos esquecer da corrupção na Ucrânia.

Lembramos que Kiev foi forçada a elevar as tarifas de eletricidade, gás e aquecimento para poder entrar em um programa de empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Neste domingo o ministro da Política Social da Ucrânia, Pavel Rozenko, declarou na entrevista ao canal 5 da TV ucraniana que os empregadores privam funcionários de salário sob pretexto do conflito em Donbass. O político divulgou que os salários em atraso já atingiram 2 milhões de hryvnias (cerca de 95 mil dólares).

O país vive à beira da moratória, a moeda nacional perdeu no último ano mais de terço do seu valor. A dívida interna da Ucrânia nos finais do julho de 2015 era 68 milhões de dólares, e externa – cerca de 40 milhões.

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