Mídia: Rússia pode lucrar com o contrato dos navios Mistral

© AFP 2022 / FRANK PERRYPorta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral
Porta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral - Sputnik Brasil
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Caso os porta-helicópteros tipo Mistral encomendados pela Rússia à França forem vendidos a um terceiro país, a Rússia fica em uma posição vantajosa, opinou um analista francês na publicação Boulevard Voltaire.

Quem os vier a comprar poderá vendê-los à Rússia e, neste caso, a França deve fazer um bom desconto para achar um comprador.

O analista Jacques Martinez escreveu que a parte francesa continua tentando desembaraçar-se dos porta-helicópteros, cujo equipamento russo foi retirado. 

Entre os possíveis compradores foram mencionadas o Canadá, a Índia, Singapura e a China, refere o autor do artigo.

Se o Canadá, que integra a OTAN, comprar os Mistrais, provavelmente não os venderá. Mas se a China os comprar, país agora aliado da Rússia, é muito possível que Moscou receba os navios por preço mais baixo do que estava previsto no contrato com a França.

Porta-helicópteros Mistral - Sputnik Brasil
Com Mistral sem sair do porto, França enfrenta maiores despesas
Lembramos que a empresa francesa DCNS/STX e a russa Rosoboronexport assinaram um contrato de 1,12 bilhão de euros em 2011 para a construção dos dois navios em França. Paris deveria ter entregado o primeiro navio, chamado Vladivostok, em novembro de 2014, mas não cumpriu o compromisso alegando a escalada do conflito na Ucrânia e uma suposta participação de Moscou no conflito. 

Na quarta-feira passada (5), foi relatado que o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo francês, François Hollande, decidiram rescindir o contrato sobre a construção e entrega dos dois Mistrais. Embora o valor do reembolso total ainda não tenha sido divulgado, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse que a França já tinha feito um primeiro pagamento no montante nada menos que 1,2 bilhões de euros (1,32 bilhões de dólares) para um banco russo.

Mistral em Saint Nazaire. Foto de arquivo - Sputnik Brasil
França fica sem dinheiro e com navios que não poderá usar
Quando a França pagar o montante total à Rússia e algumas multas extras por rescisão do contrato, os estaleiros franceses terão que substituir os equipamentos e sistemas eletrônicos dos navios, desmantelar uma série de elementos, alterar a plataforma de aquecimento, o sistema de comunicação, interface de hardware e toda a documentação, que está toda escrita em cirílico. 

Só depois disso tentará vender as embarcações o mais breve possível, visto que, cada mês que passa, a França perde com os navios entre 1 a 5 milhões de euros em gastos de manutenção.

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