Ártico é novamente palco de oposição entre Rússia e Dinamarca

© Sputnik / Alexander Liskin / Abrir o banco de imagensAmanhecer no Ártico russo
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A Rússia reivindica uma parte da plataforma continental no Ártico que também poderia pertencer à Dinamarca. Será que a Dinamarca seja pronta para demonstrar o seu potencial militar?

Johannes Riber Nordby, especialista no Ártico na Academia da defesa dinamarquesa, disse ao jornal dinamarquês Berlingske que tais ações não podem ser consideradas como uma agressão russa:

“Isto era de esperar. De acordo com o acordo internacional, o pedido deixará a Comissão da ONU para o Assunto dos Limites da Plataforma Continental tomar decisão”.

Em dezembro, 2014, a Dinamarca reivindicou um território ártico de 895 km quadrados na região ártica, reivindicada também pela Rússia, Canadá e EUA. 

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A Rússia enviou o seu requerimento especial às Nações Unidas em 2001. É de destacar que o país propôs estabelecer os limites externos da plataforma continental russa fora da sua zona econômica exclusiva (ZEE), mas dentro do setor russo do Ártico. A comissão da ONU pediu a informação adicional e documentos que estão apresentados agora. 

Segundo Nordby, que também é capitão da marinha, a Dinamarca deve estar pronta para defender no sentido político e militar os seus direitos territoriais no Ártico:

“A Dinamarca deve estar pronta a que a Rússia continue a sua atividade militar nesta região, se a Comissão da ONU aprovar o pedido russo. A Rússia efetuará voos sobre a Groenlândia e aqueles territórios que a Dinamarca poderia reivindicar. Não podemos ignorar isto se a Dinamarca espera obtê-los. Isto é uma tarefa séria para o nosso exército que tem de se adaptar. Para isso, é preciso um tempo”. 

O ex-chanceler dinamarquês, Uffe Ellemann-Jensen, apela ao governo para se preparar a sério se a Rússia violar o acordo sobre disputas territoriais entre a Rússia, a Dinamarca, a Noruega, o Canadá e os EUA. No seu blog b.dk, ele escreveu:

“Verdade se diga, se mostrarem um pouco de respeito para com o pedido dinamarquês, o país precisará um pouco mais forças armadas de que uma séria de soldados de partulha Sirius e um par de navios do tipo Knud Rasmussen”.

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