Vídeo de policial dos EUA algemando criança com TDAH revolta o mundo

© Reprodução de vídeo da ACLUMenino algemado em Kentucky, EUA.
Menino algemado em Kentucky, EUA. - Sputnik Brasil
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Um vídeo divulgado na terça-feira (4) está assombrando e causando revolta em todo o mundo. As imagens mostram o policial norte-americano Kevin Summer, do estado de Kentucky, algemando uma criança de apenas oito anos. Ele já teria feito o mesmo com uma menina um ano mais velha.

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O agente dos EUA está sendo processado judicialmente pela ação que aconteceu no ano passado. As duas crianças foram punidas por seus comportamentos. No entanto, segundo a American Civil Liberties Union (ACLU), que divulgou o vídeo, os dois têm Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

A entidade informou que as crianças sofreram traumas em virtude da ação do policial norte-americano. O menino teria ficado algemado por 15 minutos. Ele estudava em uma escola no município de Covington.

A coordenadora de psicologia do Hospital São Francisco da Penitência de Deus, no Rio de Janeiro, Sabrina Vasconcelos, fez coro na revolta mundial com o conteúdo do vídeo. Segundo ela, é inadmissível e catastrófico terapeuticamente se algemar uma criança.

“A algema tem um efeito simbólico de impotência e punição no corpo. É feita para adultos, tanto que o policial precisou prendê-la acima do cotovelo. Isto deixará um traço traumático que precisará ser muito bem trabalhado terapeuticamente”, afirma Sabrina Vasconcelos.

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A psicóloga, também autora do site sabrinavasconcelos.com.br, ao ser perguntada sobre a culpa da escola, concorda com a responsabilidade da instituição no caso. “O erro começou lá atrás. Como o policial chegou àquela sala de aula? Se trabalha na escola, entende-se que ele deva ter paciência para lidar com as crianças.”

Sabrina Vasconcelos afirma que crianças com TDAH necessitam de mais atenção de seus pais e professores. Segundo a psicóloga, elas são mais agitadas e têm mais dificuldades de concentração. No entanto, destaca a profissional, é preciso ter cuidado em não se banalizar o diagnóstico, que necessita de uma análise mais ampla e multiprofissional. “Basta uma criança ser um pouco mais ativa e não se prender na frente do desenho animado que as pessoas rotulam como Transtorno de Hiperatividade. Não é tão fácil assim.”

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