Nenhum tribunal espanhol impedirá independência da Catalunha, dizem independentistas

© AFP 2022 / LLUIS GENEOriol Junqueras, líder do partido ERC, membro da "lista unitária" catalã
Oriol Junqueras, líder do partido ERC, membro da lista unitária catalã - Sputnik Brasil
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A Catalunha, região autônoma situada no leste do país, receberá 1.179,53 milhões de euros de investimentos nacionais, o que corresponde ao 10,7% do total. Este montante, porém, não chega ao valor da contribuição que a região dá para o PIB nacional.

A situação pode mudar em menos de dois meses. Na segunda-feira (3), o presidente da Generalitat (governo regional), Artur Mas, assinou o decreto que formaliza as eleições antecipadas regionais que terão lugar em 27 de setembro deste ano.

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Estas eleições são resultado dos esforços da causa "soberanista", ativa na região autonômica há vários anos. Em novembro do ano passado, o governo tentou organizar um referendo para exigir a independência da Espanha. Não obstante as autoridades de Madri terem declarado o plebiscito como "inconstitucional", o próprio virou símbolo do desejo independentista das quatro províncias catalãs. Naquela mesma altura, foram anunciadas eleições autonômicas antecipadas.

E no passado mês de julho, estas eleições foram batizadas de "plebiscitárias". Artur Mas (do partido CDC, Convergència Democrática de Catalunya) fez um pacto com o seu principal adversário, o também independentista Oriol Junqueras (ERC, Esquerra Republicana de Catalunya), para organizar uma "lista unitária". A lista funciona como candidato coletivo nesta campanha eleitoral, que formalmente começará no dia 11 de setembro, dia da principal festa catalã, a Diada.

Para o próprio Oriol Junqueras, a separação da Espanha é perfeitamente viável para a Catalunha.

"Como independentista toda a vida, não será um tribunal espanhol quem me impedirá de alcançar a independência", afirmou Junqueras, falando aos jornalistas.

Comentando o fato de Artur Mas não destacar o caráter "plebiscitário" das eleições no seu decreto de ontem, o presidente do ERC frisou: "Somos nós, os cidadãos, que temos que convertê-las [as eleições] em plebiscitárias", sem advertir Madrid, porque o governo central nunca irá reconhecer tal desenlace, querendo 'impedir a independência" da Catalunha.

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