Rússia continua trabalho para garantir a paz no Oriente Médio

© AFP 2022 / PATRICK BAZVista para a capital de Qatar, Doha
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Nesta segunda-feira (3) na capital de Qatar, Doha, serão realizadas negociações entre Sergei Lavrov, John Kerry e Adel Al-Jubeir (chefes da diplomacia da Rússia, EUA e Arábia Saudita respetivamente), declarou o representante especial do presidente russo para o Oriente Médio e Países Africanos, Mikhail Bogdanov.

Bogdanov disse também à agência noticiosa russa RIA Novosti que os chanceleres da Rússia, os EUA e a Arábia Saudita podem vir a realizar consultas na Rússia em agosto ou setembro sobre a situação na Síria.

Síria

Segundo o representante especial, hoje as partes analisarão o tema do combate ao grupo terrorista Estado Islâmico e a implementação do acordo abrangente sobre o programa nuclear do Irã.

"Esperamos, claro, que esta ameaça comum para todos — para os sírios e para a região, originada pelas atividades agressivas dos terroristas — possa criar uma certa ‘massa crítica’, de maneira a que todos unam esforços para lutar contra o terrorismo internacional".

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Segundo Bogdanov, o lado russo mantém ativamente contatos com a oposição interna e externa da Síria para estabelecer um "diálogo sério e sustentado."

Por proposta da Rússia e tendo o país como mediador, no mês passado em Riad foi realizado um encontro entre o chefe da segurança síria, Ali Mamlouk, e o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman. Embora as divergências tivessem sido só discutidas e a reunião tivesse sido concluída sem alcançar qualquer resultado, o gelo foi quebrado.

Esta reunião tem um enorme valor histórico porque mais uma vez, por proposta russa, as partes em conflito se encontraram e começaram o trabalho para resolver os problemas.

Irã

O tema do acordo sobre o programa nuclear iraniano também deve ser discutido, de acordo com Bogdanov.

Lembramos que, em 14 de julho, Teerã e o sexteto formado por Rússia, EUA, Reino Unido, Alemanha, França e China alcançaram um acordo abrangente que prevê algumas restrições ao programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções impostas pelo Ocidente.

O acordo tem o objetivo de assegurar que o Irã não tem armas nucleares e, segundo declarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, a partir de agora existe a certeza de que "o programa nuclear do Irã será exclusivamente pacífico".

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Enquanto o processo de negociações de mais de dez anos parece ter chegado a um ponto final, nem todos parecem satisfeitos com o resultado. Os Estados Unidos juntamente com os seus aliados continuam a retórica contra o Irã, se recusando a retirar os sistemas da defesa antimíssil que foram instalados na Europa frente à alegada ameaça de Teerã.

Este fato não corresponde às repetidas declarações de Kerry de que os inspetores internacionais ganhariam acesso a todas as instalações nucleares iranianas e a toda a cadeia de distribuição do setor nuclear do país.

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