Kiev recusa tradições soviéticas e muda exército à maneira da OTAN

© Sputnik / Mikhail Palinchak / Abrir o banco de imagensPyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia
Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia - Sputnik Brasil
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O presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, sublinhou a necessidade de introduzir novas patentes na hierarquia militar, recusando desta forma as tradições soviéticas.

O presidente Poroshenko anunciou estas mudanças durante a reunião de segunda-feira (27) com representantes dos chamados grupos voluntários de assalto do Ministério da Defesa. A agência noticiosa ucraniana Unian informou que Poroshenko vê a necessidade de introdução de novas patentes, referidas por ele como conformes às “tradições ucranianas”:

“Durante a nossa discussão, gostei muito da iniciativa de nos afastarmos /da estrutura/do exército soviético. Temos que introduzir nossas próprias tradições ucranianas, inclusive novas patentes. Por isso a substituição de ‘subtenente’ por ‘porta-bandeira’ corresponde plenamente às tradições ucranianas e à estrutura de hierarquia militar dos países da OTAN.”

Além disso, ele ressaltou a necessidade de substituir “coronéis” por “generais de brigada”.

"Acho que os comandantes de brigada ucranianos mereciam há muito passar de coronéis a generais de brigada. Peço que apresentem as propostas correspondentes para introduzir emendas na legislação ucraniana."

Enquanto isso, a administração presidencial publicou na sua página no Twitter os novos modelos de uniforme apresentados pelo Ministério da Defesa da Ucrânia ao presidente.

Lembramos que, desde 20 de julho, os EUA estão realizando exercícios militares conjuntos da OTAN e da Ucrânia na região de Lvov. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que os treinamentos são uma ameaça para a paz no sudeste ucraniano.

Soldados ucranianos junto com militares americanos durante exercícios perto de Lvov - Sputnik Brasil
EUA realizarão novos treinamentos militares na Ucrânia
Além disso, Poroshenko já tem várias vezes declarado que está interessado na ampliação de programas de treinamentos conjuntos com a aliança, e envia sinais de que pretende aderir à OTAN.

Lembramos que, nos finais de 2014, a Suprema Rada (parlamento) da Ucrânia renunciou ao status de não alinhamento, que proibia a adesão do país a blocos militares, ou seja, Kiev abriu oficialmente caminho para a entrada na OTAN.

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