Prisão Guantánamo dificulta ações “de fachada” dos EUA em Cuba

© East News / Tech. Sgt. Michael R. HolzworthPrisão de Guantánamo
Prisão de Guantánamo - Sputnik Brasil
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No âmbito da reaproximação entre os EUA e Cuba, os dois países reconverteram esta segunda-feira (20) as suas seções de interesses em Washington e Havana em embaixadas. No entanto, ainda há problemas não resolvidos, uma das quais é a recusa dos EUA devolver o território de Guantánamo.

Na segunda-feira (20) o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, recebeu o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em seu gabinete na sede do Departamento de Estado, em Washington.

O chanceler cubano declarou mais uma vez que Cuba espera que os EUA devolvam o território de Guantánamo.

“Os eventos históricos que hoje vivemos só terão sentido com o levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro, que causa muitas perdas e danos ao nosso povo, bem como esperamos o retorno do território ocupado de Guantánamo e o respeito pela soberania de Cuba.”

Mas, após a reunião com o chanceler cubano na segunda-feira (20), John Kerry mais uma vez repetiu a posição do lado norte-americano e declarou que os EUA não planejam mudar a sua decisão e restituir Guantánamo a Cuba.

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Este foi a primeira visita oficial desde que os dois países romperam os laços diplomáticos há 54 anos. Mas a situação está longe de um happy end, porque o lado americano não se apressa a cumprir as exigências apresentados não só pelo ministro das Relações Exteriores, mas também pelo líder de Cuba, Raúl Castro.

Enquanto parte das exigências cubanas foi cumprida, o país latino-americano foi retirado da lista dos países-patrocinadores do terrorismo (ironicamente, sem compreender plenamente porque havia sido incluído nela), um vasto leque de questões continua sem resposta.

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O embargo comercial agrava a situação na economia cubana e, para além disso, os EUA continuam financiando a oposição de Cuba. Mas a "cereja no topo do bolo" é a recusa anunciada em 1 de julho pelo secretário da Defesa dos EUA, Aston Carter, de fechar a base militar de Guantánamo.

O jornalista e analista político Roberto Montoya comentou a situação à Sputnik Nóvosti:

“Nós sabemos que [Guantánamo] é um lugar onde está situado um dos centros de internação de prisioneiros ao estilo da Alemanha nazista, e essa base segue existindo. São realidades muito terríveis que têm um grande impacto midiático, mas é preciso ver outros fatos importantes.”

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Os EUA arrendam a base em Guantánamo desde 1903 e anualmente enviam o cheque de US$ 3,4 mil como pagamento da renda, mas o governo de Cuba não aceita o dinheiro, e exige a saída dos militares norte-americanos da ilha. Os cubanos tentavam rever o acordo de arrendamento devido à abertura da prisão homônima na ilha, argumentando que isto viola o contrato. Até o momento a ilha de fato pertence aos EUA e a prisão não foi fechada.

Cabe mencionar que a prisão abriga presos acusados de terrorismo, muitos deles sem acusações formais, e este fato provoca muita controvérsia.

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