Churkin: Decisão de criação de tribunal sobre voo MH17 ainda não foi tomada

© Sputnik / Andrei SteninDestroços do Boeing-777 em Donetsk, no leste da Ucrânia
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Os membros do Conselho de Segurança da ONU não tomaram quaisquer decisões sobre o projeto de criação de um tribunal internacional para investigar o acidente do Boeing malaio na Ucrânia, disse nesta segunda-feira o representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, após as consultas sobre o tema.

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“Não foram alcançados resultados e entendimentos definitivos, o importante é que nos despedimos dispostos a encontrar um denominador comum”, disse. 

Lembramos que a Malásia apresentou no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a criação de um tribunal internacional de investigação do acidente do voo MH17, que foi abatido no leste da Ucrânia em julho de 2014. A Rússia não apoia esta proposta. O presidente do país Vladimir Putin caracterizou esta iniciativa como “contraproducente e extemporânea”.

Segundo o plano da Malásia, o tribunal deve garantir um processo penal justo para os culpados no acidente do voo MH17. 

Segundo ele, as datas das novas consultas ainda não foram marcadas, assim como a data da possível apresentação do projeto ao Conselho de Segurança. 

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Churkin confirmou mais uma vez a posição da Rússia de que o Conselho de Segurança não deve se ocupar da criação de tribunais penais, conforme propõe a Malásia.  

“Se de alguma maneira for possível corrigir este momento essencial e difícil, será possível buscar uma solução no Conselho de Segurança que seja na linha da resolução 2166 [resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre necessidade de investigação independente, multilateral e escrupuloso do acidente]”, manifestou. 

“Estou muito satisfeito com o curso e os resultados desta discussão. Com certeza, soaram algumas réplicas polêmicas dos nossos colegas ocidentais. Mas em geral eu senti o desejo de, nessas condições difíceis e sob uma grande pressão propagandista criada pela mídia mundial, o Conselho de Segurança não ser envolvido num qualquer jogo político propagandista, mas sim ajudar a dar um passo real na realização da investigação que leve por fim a um processo penal, que é necessário”. 

Nikolay Starikov, cientista político russo, comentou o projeto de tribunal internacional:

“O que o Ocidente propõe é, em primeiro lugar, estabelecer um tribunal e depois disso realizar uma investigação. Porém, segundo as normas internacionais, tudo deve ser feito ao contrário. O Ocidente nomeou o culpado antecipadamente – é a Rússia. Ele precisa retirar do processo o maior número possível de vantagens políticas. Por isso eles propõem estabelecer este tribunal”, opina. 

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“Se agora cada acidente aéreo deve, segundo os especialistas ocidentais, ser seguido por um tribunal, vamos seguir uma ordem cronológica. Em primeiro lugar vamos estabelecer um tribunal para investigar a destruição do Boeing iraniano pelos EUA no golfo Pérsico [em 1988]. Da mesma maneira é absolutamente óbvia a culpa da Ucrânia na destruição do avião russo sobre o mar Negro [em 2001] – foi abatido pelo míssil ucraniano”, concluiu o especialista. 

Em 17 de julho de 2014, um avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17 entre Amsterdã e Kuala Lumpur foi abatido no sudeste da Ucrânia (Donbass). Todas as 298 pessoas a bordo da aeronave morreram no acidente.

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