Acordo com Irã irrita Kerry e Netanyahu

© AFP 2022 / GREGORIO BORGIAJohn Kerry e Benjamin Netanyahu
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John Kerry e Benjamin Netanyahu comentaram o acordo alcançado sobre o programa nuclear iraniano. Ambos parecem irritados com o fato de o problema ter sido resolvido de forma pacífica, por meio de negociações.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o acordo alcançado nesta semana entre o sexteto (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) e o Irã ameaça a segurança de Israel, da região e do mundo inteiro.

Em entrevista ao canal de TV norte-americano CBS, o premiê declarou:

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“Ainda restam muitas coisas que devem ser feitas para impedir a agressão iraniana. Este acordo não é uma delas.”

Esta declaração de Netanyahu não foi apoiada pelo secretário de Estados dos EUA John Kerry, que também fez declarações sobre o assunto neste domingo (19).

“Sabemos que o Irã com armas nucleares, e sem elas — são dois países diferentes. Acreditamos que este acordo torna a situação mais segura para o Oriente Médio, para Israel, para a região", disse ele.

No entanto, Kerry disse que os Estados Unidos podem tomar medidas contra o Irã não só com seus aliados, mas também unilateralmente, se este último violar o acordo nuclear.

“Continuamos a ser adversários, não somos aliados. Temos diferenças e não temos ilusões.”

John Kerry advertiu ainda de forma dura o Irã quanto ao enriquecimento de urânio.

“Eles [o Irã] voltarão a enriquecer urânio, o que com grande possibilidade resultará na guerra”.

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Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA entregou o acordo ao Congresso para ser aprovado. De 20 de julho os legisladores norte-americanos terão 60 dias para avaliar o documento e apresentar a sua decisão.

Israel, por sua vez, chamou o acordo alcançado de “erro histórico e capitulação do Ocidente face ao Irã”, que, segundo a posição israelense, tenta obter armas nucleares e estabelecer a hegemonia no Oriente Médio.

Enquanto isso, o acordo em questão tem o objetivo de assegurar que o Irã não tem armas nucleares e, segundo declarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, a partir de agora existe a certeza de que "o programa nuclear do Irã será exclusivamente pacífico".

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