Unasul deverá mediar disputa territorial de Venezuela e Guiana

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A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vai intervir em mais uma crise na região: a disputa entre Venezuela e Guiana sobre a costa do Essequibo, hoje uma área guianense que é disputada pelos venezuelanos. Em agosto, a Unasul deve se reunir para tentar mediar um entendimento entre os dois países.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - Sputnik Brasil
Venezuela convocou embaixadora na Guiana para consultas
A decisão foi tomada na reunião privada dos presidentes do bloco que colocou lado a lado o presidente da Guiana, David Granger, e o da Venezuela, Nicolás Maduro. Aceita como Estado associado nesta cúpula, a Guiana aproveitou a vinda ao Brasil para pressionar contra a intenção venezuelana de tomar a área de 160 mil quilômetros quadrados, que representa um terço da área do país.

Em maio deste ano, depois que a empresa petrolífera Exxon Mobil informou a descoberta de petróleo na costa marítima da região de Essequibo, Maduro aprovou decreto determinando que toda a região pertence a seu país.

A disputa começou há mais de um século. Em 1899, um acordo decidiu que uma parte do território pertenceria à Grã-Bretanha, que antes controlava a então Guiana Inglesa. A Venezuela, no entanto, sempre considerou a região "em disputa". Em 1966, foi retomada uma negociação mediada pelas Nações Unidas, mas nunca houve um resultado satisfatório.

O presidente da Guiana, no entanto, acusa a Venezuela de impedir o desenvolvimento da área. Em uma reunião bilateral com a presidente Dilma Rousseff, antes da Cúpula, Granger pediu o apoio do Brasil. 

Maduro, por outro lado, criticou o presidente da Guiana e manifestou satisfação pelo fato da Unasul estar "tomando uma iniciativa de canalizar o conflito por meio do direito e da paz" e anunciou a reunião da organização em agosto, informou Agência Estado.

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