Afeganistão: EUA não respeitam promessas

© AFP 2022 / SHAH MARAI / AFP Forças de segurança afegãs
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Ninguem gosta de guerra e especialmente os afegãos que já estão cansados de guerras das últimas décadas. No entanto, a operação para derrubar o Talibã foi vista por muitos - não apenas no norte, mas também no centro e no sul do país - com esperança, apesar dos altos gastos dos Estados Unidos na região.

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E agora, quando tornou-se claro que não é possível combater o Taliban, no Afeganistão apareceu outra organização terrorista — Estado Islâmico.

A Sputnik Dari contatou Hafez Rasekh, membro do Partido de Solidariedade do Afeganistão, para conhecer o que os afegãos acham da eficiência do combate ao terrorismo na versão dos EUA:

"Os americanos não cumpriram nenhuma das promessas. E não é claro por que? Quem os perturbou? Especialmente no início, quando a credibilidade às forças internacionais foi ainda alta no país. Quando tudo começava, eles podiam implementar todas as suas ideias para combater terrorismo (se realmente o queriam!). De quais resultados vocês querem falar quando a situação no país está piorando cada dia. De acordo com relatórios de organizações internacionais bilhões de dólares estão investidos para o Afeganistão. Vamos admitir que este dinheiro virá, mas ninguém sabe em cujos bolsos pára. O que foi construído por esses bilhões? O país sofre de desemprego crescente já que o numero de não apenas pobres, mas pessoas em condições de extrema pobreza é assustável. A grave crise no setor da agricultura, bem como na indústria. Resultados excelentes! De que estamos falando? Se teríamos pelo menos a segurança! Mas nada! Mas que sentido têm as tropas norte-americanas no território do Afeganistão se eles não podem garantir nem segurança nem combater o terrorismo?"

Vale lembrar que no mês passado o inspetor-geral especial dos EUA para a reconstrução do Afeganistão (SIGAR) John Sopko criticou as atividades de seu país no Afeganistão, expressando preocupação especial sobre os gastos irracionais. 

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Uma economista da Universidade de Harvard, Linda Bilmes calculou em 2013 que as guerras do Afeganistão e do Iraque se tornaram "as mais caras da história dos EUA", com os custos médicos e cuidados adicionais iminentes antes até mesmo das guerras acabarem.

Há um relatório do Pentágono, divulgado em meados de junho, que salienta que a situação de segurança no Afeganistão não permite que as forças locais acabarem com os desafios atuais. Militares dos EUA admitem que a solução de problemas atuais no Afeganistão precisam de muitos anos de apoio externo.  

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