Chanceler russo comenta questões ‘quentes’ da agenda internacional

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Briefing do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, no âmbito da cúpula dos BRICS em Ufá - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, realizou o briefing no âmbito da cúpula dos BRICS.

Na manhã da quinta-feira, 9 de julho, o chanceler russo abordou um vasto leque das questões da agenda internacional no briefing realizado no âmbito da cúpula dos BRICS na cidade russa em Ufá.

Situação econômica da Grécia e possível Grexit

Grécia se esforça para chegar a um acordo com os seus credores a poucas horas do vencimento da dívida junto ao FMI - Sputnik Brasil
Autoridades europeias decidirão no final de semana se aceitam proposta da Grécia
No domingo passado (5) a maioria dos gregos votou no referendo nacional contra as medidas propostas pelos credores da Grécia, nomeadamente contra medidas de austeridade, incluindo cortes nas pensões e aumento de impostos, em troca de um novo pacote de ajuda financeira. A Grécia pode sair da zona do euro, o que agravará a situação econômica em todos os países da União Europeia. Sergei Lavrov comentou a situação:

“A nossa posição foi divulgada pelo presidente da Rússia – nós estamos interessados em que seja tomada uma decisão o mais breve possível, aceitável por todos, para a questão da dívida grega e para a maneira de resolver o problema.”

Presença militar da OTAN perto das fronteiras da Rússia

O surgimento de infraestrutura adicional da OTAN perto das fronteiras russas não corresponde aos acordos entre a Rússia e a aliança, declarou Sergei Lavrov no briefing.

"Primeiramente são apresentadas acusações infundadas contra nós, e a opinião pública é influenciada e depois citada para tomar passos completamente práticos, e não retóricos, criando a infraestrutura militar da OTAN perto das nossas fronteiras, o que viola as obrigações aprovadas entre a Rússia e a Aliança no âmbito de tal chamado Ato Fundador."

Bandeira da OTAN incendiada por manifestantes - Sputnik Brasil
Analista: aliados dos EUA na OTAN não acreditam na "ameaça russa"
A Rússia já expressou repetidas vezes sua preocupação pelo fortalecimento da presença militar da OTAN perto de suas fronteiras. Em resposta às declarações dos responsáveis da OTAN sobre a alegada ameaça russa o presidente da Rússia, Vladimir Putin, já tem declarado várias vezes que são as forças da OTAN que se aproximam das fronteiras da Rússia, e não o contrário.

Combate ao grupo terrorista Estado Islâmico

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EUA admitem que treinaram apenas 60 sírios para lutar contra Estado Islâmico
Enquanto a coalizão liderada pelos EUA combate o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), os resultados de tais operações continuam sendo pouco eficazes. O chanceler russo assegurou que a Rússia continuará a apoiar plenamente a proposta de criar a coalizão de formato universal para continuar o combate ao terrorismo.

“Continuaremos a garantir a segurança das nossas fronteiras, do nosso país. A região não sofre da falta de pessoas armadas que poderiam combater o EI. É crucial, e tentamos fazer isso, que todos eles se juntem contra a ameaça maior.”

Negociações sobre programa nuclear do Irã

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Especialista: EUA criam ameaça indireta ao Irã ao boicotarem sistemas S-300
O ministro do Exterior russo declarou que a parte russa está pronta para continuar as negociações em Viena com o sexteto de mediadores internacionais sobre o programa nuclear do Irã e que o acordo abrangente está quase pronto. A questão tem a ver com a natureza pacífica do programa nuclear do Irã e levantamento das sanções impostas contra o país pelo Conselho de Segurança da ONU.

“Atualmente estamos perto da conclusão do acordo abrangente, baseado no direito do Irã de desenvolver pacificamente a área da energia nuclear, inclusive o direito de enriquecer urânio.”

Situação na Ucrânia

Praça Maidan em Kiev - Sputnik Brasil
Senador americano dá conselhos sobre remodelação de governo ucraniano em carta vazada
O chanceler russo comentou a crise ucraniana, sublinhando a importância de implementar os acordos de paz de Minsk alcançados em fevereiro, após conversações entre os líderes da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia na capital bielorrussa e assinado pelo Grupo de Contato sobre a Ucrânia (composta pelos representantes do governo da Ucrânia e os das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e a OSCE).

“Nos documentos, que serão apresentados em poucas horas, os líderes dos BRICS e SCO expressarão a nossa posição comum sobre a necessidade de implementar plenamente e conscienciosamente os acordos Minsk.”

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