Ministro das Finanças grego renuncia pressionado pelos credores europeus

© AFP 2022 / ARIS MESSINISEuclidis Tsakalotos, novo ministro das Finanças da Grécia
Euclidis Tsakalotos, novo ministro das Finanças da Grécia - Sputnik Brasil
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Poucas horas depois da demissão de Yannis Varoufakis, Euclidis Tsakalotos é nomeado oficialmente como ministro das Finanças da Grécia.

Esta informação foi publicada na mídia grega, que cita o próprio Yannis Varoufakis.

"Amanhã, verei vocês com Euclidis", disse o ex-ministro e principal promotor do "Não" a mais medidas de austeridade, propostas pela União Europeia. E voltou a repetir o nome depois.

"A única notícia que importa hoje é o ‘grande não' do povo grego e como isso ajudará Tsipras e o governo nas negociações", acrescentou.

Euclidis Tsakalotos tem 55 anos e é professor de Economia.

O ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis resignou um dia depois de os gregos rejeitarem num referendo as medidas de austeridade. O próprio Varoufakis explicou a sua renúncia pelos receios de que a sua postura no cargo possa impedir a conclusão de acordo com os credores europeus.

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“Pouco depois do anúncio dos resultados do referendo, fizeram-me saber de uma certa preferência de alguns participantes do Eurogrupo, e de vários 'parceiros', pela minha… 'ausência' das suas reuniões; uma ideia que o primeiro-ministro [Alexis Tsipras] julgou ser potencialmente benéfica para poder chegar a um acordo. Por esta razão, vou sair hoje do Ministério das Finanças”, explicou Varoufakis em comunicado.   

“Apoiarei totalmente o primeiro-ministro Tsipras, o novo ministro das Finanças e o nosso governo”, frisou Varoufakis acrescentando que irá “arcar com o ódio dos credores com orgulho".

O referendo que teve lugar neste domingo (5) foi elogiado pelo antigo ministro das Finanças: 

“O referendo de 5 de julho entrará na história mundial como o único quando um pequeno povo europeu se levantou contra a escravidão da dívida”.

Varoufakis também confessou que espera que a Grécia possa alcançar um acordo adequado com os credores europeus que inclua a reestruturação da dívida, a suavização da política de austeridade, o apoio às camadas mais vulneráveis e reformas reais.    

No domingo, 61 por cento dos gregos votaram no referendo nacional contra as medidas propostas, enquanto 39 por cento votaram em favor. 

Enquanto o governo grego declarou que o referendo é um triunfo da democracia, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse nesta segunda-feira (6) que o resultado da votação é “muito lamentável” e que está pessimista quanto ao futuro do país.

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