Analista: aliados dos EUA na OTAN não acreditam na "ameaça russa"

© AFP 2022 / MAXIM AVDEYEVBandeira da OTAN incendiada por manifestantes
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O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, falou mais uma vez sobre a “ameaça da Rússia” para o sistema de segurança euro-atlântica, mas parece que poucos membros da aliança levaram a sério as palavras do secretário-geral, escreve o diretor-executivo do Instituto Americano de Ron Paul, Daniel McAdams.

"Apesar da retórica de Stoltenberg, para a liderança da OTAN é cada vez mais difícil convencer os aliados do bloco da "ameaça russa". Os membros da aliança, incluindo os países que estão geograficamente mais vulneráveis a uma hipotética "ameaça" de Moscou, não aumentam os gastos militares. E, além disso, em alguns casos reduzem os orçamentos", escreve o analista político.

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Ele observa que o Reino Unido, que quase sempre seguiu a linha de intervenções militares de Washington, irritou extremamente a liderança americana com reduções de gastos militares. Uma situação similar é observada na Alemanha:

"As despesas militares da Alemanha no ano passado diminuíram em 1,3% e Berlim reagiu sem entusiasmo aos planos para sediar um contingente de 40 mil soldados de reação rápida perto das fronteiras russas. Será que eles ainda se lembram da história?".

O analista nota que mesmo a Lituânia, cuja liderança divulga regularmente informações sobre a potencial "invasão russa", não consegue atrair jovens para as suas forças armadas. Vilnius foi forçado a retornar ao serviço militar obrigatório, a fim de aumentar o número de seu pequeno exército. 

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"Será que a Europa tem realmente medo de uma agressão russa? Será que algum governo, se sentisse seriamente o risco de ataque a partir do exterior, iria cortar os gastos militares? Será que os cidadãos iriam fugir do serviço militar se o país estivesse realmente enfrentando uma ameaça de invasão ou ocupação?", pergunta McAdams.

Apesar da campanha na mídia contra a Rússia por parte da liderança dos Estados Unidos e os líderes da OTAN, a Europa entende que existe uma profunda diferença entre o exagero da "ameaça" e o perigo real para a segurança europeia, conclui o analista.

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