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UE se compromete a dividir imigrantes, mas sem cotas

© AP PhotoRefugiados africanos resgatados no Mediterrâneo por oficiais da Marinha da Irlanda
Refugiados africanos resgatados no Mediterrâneo por oficiais da Marinha da Irlanda - Sputnik Brasil
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Líderes da União Europeia concordaram na madrugada desta sexta-feira em dividir entre os países do bloco, ao longo dos próximos dois anos, os 40 mil imigrantes que se encontram hoje na Itália e na Grécia. Outros 20 mil, vindos principalmente da Síria e da Eritreia, que se encontram em campos, em outros países, também serão realocados no continente.

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Segundo o acordo firmado após horas de discussões calorosas, o plano de cotas de imigração proposto por Bruxelas não deverá ser utilizado para decidir como será feita a distribuição dos estrangeiros. No final do mês que vem, as autoridades europeias voltarão a se reunir para definir como será feita essa repartição, que, inclusive, poderá ser voluntária. Tudo vai depender da votação do novo texto sobre as cotas. Como o primeiro foi recusado por alguns membros, o documento será reescrito pela Comissão Europeia e pelo Conselho Europeu e reapresentado no próximo encontro. 

Visivelmente exaltado com a falta de consenso entre os membros da União Europeia, que não conseguem se decidir sobre a natureza da redistribuição, o premier italiano, Matteo Renzi, disse que quem não estivesse disposto a dividir a responsabilidade pelos imigrantes não deveria ser considerado europeu. 

"Se essa é a sua ideia de Europa, guarde-a para você. Ou nos mostre solidariedade ou não gaste nosso tempo", declarou Renzi aos demais participantes da reunião.  

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Apesar da tensão e das trocas de acusações, algumas autoridades europeias, incluindo o primeiro-ministro da Itália, consideraram positiva a primeira reunião sobre o tema, afirmando que, pelo menos, todos os Estados-membros parecem ter compreendido que o problema da imigração é de todo o continente, e não apenas de alguns países. 

De acordo com dados da União Europeia, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente no bloco desde o início deste ano. E cerca de duas mil morreram tentando chegar à Europa através do Mediterrâneo. 

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