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França promete “não tolerar” espionagem dos EUA

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A França não vai tolerar quaisquer ações que possam pôr em risco a sua segurança, declarou o Palácio do Eliseu em comunicado após reunião de emergência nesta quarta-feira (24) para discutir as denúncias de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) tem espionado chefes de Estado franceses.

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Na terça-feira (23), o WikiLeaks começou a publicar documentos supostamente comprobatórios de que a NSA vem interceptando as comunicações do atual presidente francês, François Hollande, de seus predecessores Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac, assim como de outros altos funcionários franceses, há pelo menos seis anos.

"A França não vai tolerar quaisquer ações que comprometem a sua segurança e de defesa dos seus interesses", diz o comunicado de Paris.

A declaração também acrescenta que Washington deve respeitar as garantias que deu após os programas de vigilância em massa da NSA terem sido revelados em 2013 por Edward Snowden, que atualmente se encontra asilado na Rússia. 

O chanceler francês, Laurent Fabius, convocou a embaixadora americana em Paris, Jane Hartley, para dar explicações sobre o novo escândalo de espionagem. 

O Partido Socialista da França disse em comunicado que estava "horrorizado" com a decisão dos EUA de espionar sistematicamente os governos aliados.

"Como pode um país, que coloca as liberdades individuais acima de tudo, esmagá-las sob seus pés?", questiona o partido.

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Um porta-voz da NSA disse à Sputnik na terça-feira que as comunicações de Hollande não foram alvo da agência norte-americana.

No entanto, a nova denúncia do WikiLeaks apenas ecoa as revelações feitas em abril pela mídia alemã de que o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND, na sigla alemã) havia espionado altos funcionários da França e da Comissão Europeia, além de cidadãos e empresas do continente, para passar informações à NSA.

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