François Hollande convoca reunião para tratar de escutas dos EUA

© AP Photo / Etienne Laurent, PoolFrançois Hollande, presidente da França
François Hollande, presidente da França - Sputnik Brasil
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O presidente francês, François Hollande, marcou para a manhã desta quarta-feira (24) uma reunião de responsáveis pela defesa do país, depois da divulgação de documentos do WikiLeaks sobre espionagem dos Estados Unidos a chefes de Estado franceses. A informação foi transmitida por um dos seus assessores à agência de notícias AFP.

“O presidente decidiu convocar reunião do Conselho da Defesa, na quarta-feira de manhã, para avaliar a natureza da informação divulgada pela imprensa na noite de terça-feira e tomar as medidas adequadas”, acrescentou a fonte.

Segundo documentos do WikiLeaks revelados hoje pelo diário Libération e pelo portal Mediapart, os Estados Unidos espionaram, entre 2006 e 2012, os três últimos presidentes franceses: Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande.

Esse material, classificado como "Top-Secret", consiste principalmente de cinco relatórios da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, baseados em interceptações de comunicação e destinados à inteligência norte-americana, de acordo com o Libération. 

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WikiLeaks: EUA espionaram os três últimos presidentes franceses
A agência americana interceptou as comunicações dos presidentes franceses François Hollande (2012 até hoje), Nicolas Sarkozy (2007 a 2012) e Jacques Chirac (1995 a 2007), assim como as conversas envolvendo ministros e o embaixador da França nos EUA, afirmou o WikiLeaks no comunicado que anunciou a publicação do conjunto de documentos que o site classifica como “Espionnage Élysée.”

O documento mais recente é de 22 de maio de 2012, apenas alguns dias depois de Hollande tomar posse, e dá conta de reuniões secretas destinadas a discutir a eventual saída da Grécia da zona do euro, informou Agência Brasil.

Sobre Sarkozy, alguns documentos revelam que este se via em 2008 como “o único homem capaz” de resolver a crise financeira. O antigo chefe da diplomacia de Jacques Chirac, Philippe Douste-Blazy, era descrito como tendo “propensão para fazer declarações inexatas e inoportunas”.

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