Estado Islâmico força fuga de mais de 3 milhões de iraquianos, diz ONU

© AFP 2022 / SAFIN HAMEDIraquianos desalojados após a ofensiva do Estado Islâmico
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A ONU informou, nesta terça-feira, que o número de desalojados dentro do Iraque por causa da violência do grupo extremista Estado Islâmico superou 3 milhões em um ano e meio, um sombrio marco para o país assolado pela guerra.

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A declaração da Organização Internacional para as Imigrações (OII) da ONU apontou que pelo menos 3,09 milhões de pessoas foram desalojadas entre janeiro de 2014 e 04 de junho deste ano em 18 províncias iraquianas.

A maioria dos desalojados é da província de Anbar, com mais de 276 mil pessoas refugiadas entre abril e junho, em meio ao combate em Ramad, capital da província. O governo iraquiano eventualmente perdeu o controle da cidade.

A OII também afirma que mais de 2 milhões de desalojados estão abrigados provisoriamente em casas particulares, enquanto mais de 638 mil pessoas foram instaladas em abrigos.

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No mês passado, o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que a Rússia e os Emirados Árabes Unidos vão aumentar a cooperação na luta contra o terrorismo no Oriente Médio.

"Os atos do chamado Estado Islâmico são um desafio real para a estabilidade e a segurança no Oriente Médio e no Norte da África", destacou Lavrov durante entrevista coletiva ao lado do chanceler árabe, Abdullah Bin Zayed Al Nahyan. A fim de combatê-lo, "Rússia e Emirados Árabes unirão forças no domínio antiterrorista sob o formato bilateral e também internacional", completou.

Para a chancelaria russa, as ações norte-americanas contra o EI ainda não produziram os resultados desejáveis por conta dos duplos padrões utilizados por Washington, que permitem aos terroristas agir de maneira mais organizada e, segundo comunicado oficial, "não hesitar em perpetrar os crimes mais hediondos na realização do seu objetivo, a criação de um califado transfronteiriço em um vasto território de Damasco a Bagdá."


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