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Moscou prepara nova resposta à "guerra de sanções" travada pelo Ocidente

© Sputnik / Yevgenia Novozhenova / Abrir o banco de imagensVista do Kremlin de Moscou
Vista do Kremlin de Moscou - Sputnik Brasil
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A União Europeia prorrogou em mais meio ano suas sanções econômicas anti-Rússia, adotadas sob pretexto de um conflito armado interno no sudeste da Ucrânia. A decisão, que havia sido pontuada ainda na semana passada, não surpreendeu Moscou, que há mais de um ano vive em regime de medidas restritivas por parte do Ocidente.

Comentando a possível resposta de Moscou a esta nova intimidação, representantes do Kremlin declararam que suas ações serão pautadas no princípio da reciprocidade.

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Enquanto isso, a maioria dos observadores e políticos russos destacam que a prorrogação das sanções será mais dolorosa para a Europa do que para a Rússia, que aproveita a situação para desenvolver sua própria produção e renovar suas fontes de importação.

O primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev já decretou que seja preparada uma resposta de Moscou à prorrogação das sanções da UE. Em particular, o gabinete de ministros pretende apresentar ao presidente a proposta de prolongar em mais meio ano o "embargo alimentar" imposto pela Rússia aos países da UE. O documento já começou a ser preparado pelo Ministério da Agricultura russo.

As relações entre a Rússia e o Ocidente deterioraram-se por conta da situação na Ucrânia. Em julho do ano passado, a UE e os Estados Unidos aplicaram sanções pontuais contra certos indivíduos e empresas da Rússia. Em seguida, foram implementadas medidas restritivas em relação a setores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções.

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Apresentando-se no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, em 19 de junho, o presidente russo Vladimir Putin apresentou dados comprovando que a "guerra de sanções" já provocou perdas de até 100 bilhões de dólares para os produtores europeus.

Comentando a mais recente decisão da UE, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, informou que Moscou considera a prorrogação das sanções infundada e ilegal, e destacou que o Kremlin agirá com base no princípio de reciprocidade.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, declarou que Bruxelas está deliberadamente abafando o fato de o prolongamento das medidas restritivas da UE contra Moscou provocar a perda de centenas de milhares, senão milhões de empregos na Europa.

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Já o ministro da Agricultura da Rússia, Aleksander Tkachev, disse que as sanções da UE criam condições ideais para o desenvolvimento da agricultura na Rússia. Nas suas palavras, além de conseguir garantir o suprimento da demanda interna do país, o setor já está pensando nas exportações.

Enquanto isso, as sanções contra a Rússia e as medidas-resposta de Moscou já repercutem seriamente sobre tradicionais parceiros comerciais como a Itália. Segundo informou o presidente do conselho de diretores do banco italiano Intesa, Antonio Sanpaola, em entrevista à Sputnik, as perdas da Itália em decorrência das sanções somam mais de 5 bilhões de euros.

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