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Fórum de São Petersburgo termina com acordos de US$ 5,4 bi e recorde de público de 10 mil

© Sputnik / Iliya Pitalev / Abrir o banco de imagensFórum Internacional Econômico de São Petersburgo (SPIEF) de 2015
Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo (SPIEF) de 2015 - Sputnik Brasil
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O Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês) ocorrido na Rússia, envolveu mais de 200 contratos no valor de 5.4 bilhões de dólares. O evento de três dias contou com um número recorde de participantes.

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Representantes de 120 países, de funcionários do alto escalão de governos até representantes de grandes empresas, visitaram o Fórum em São Petersburgo entre os dias 18 e 20 de junho, que foi acompanhado pela Sputnik.

O recorde de 10.000 participantes do evento soma quase 25 por cento a mais em comparação com o número de frequentadores do SPIEF no ano passado. Os 150 eventos foram desde encontros e painéis de discussão a mesas-redondas, briefings e sessões televisionadas realizadas durante o Fórum.

A componente econômica maciça do fórum, trazendo acordos no valor de 5,4 bilhões de dólares assinados foi acompanhada por uma mensagem política muito clara: o objetivo de respeitar o direito internacional e a necessidade de afastar a condução da política externa de um espírito de ultimato.

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Uma série de acordos de cooperação nuclear foram assinados pela Rússia com a Arábia Saudita e Miamar no Fórum. O ministro das Relações Exteriores saudita Adel Jubeir disse que a Rússia pode construir 16 reatores nucleares no país árabe no futuro.

Nos transportes, a Russian Railways e a empresa alemã Siemens assinaram um contrato de 1,9 bilhões de dólares para a manutenção técnica dos trens de alta velocidade Lastochka que operam na Rússia. A empresa de energia Rosseti, baseada em Moscou, e a Renault da Rússia assinaram um acordo para parceria estratégica no domínio dos transportes com matriz elétrica e infra-estrutura no país. A quantidade de negócios no setor de energia foi notável.

Os CEO's da gigante de energia russa Gazprom e a empresa anglo-holandesa Shell, Aleksei Miller e Ben van Beurden respectivamente, assinaram um memorando sobre a construção de uma terceira linha técnica para uma usina de gás natural liquefeito na ilha Sacalina, na Costa do Pacífico da Rússia.

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A Gazprom da Rússia também assinou um memorando tratando da construção de um gasoduto da Rússia até a Alemanha através do mar Báltico com o E.ON, provedor de serviços de energia elétrica, a Shell e a companhia de óleo e gás OMV baseada em Viena.

Ao mesmo tempo, a gigante do petróleo da Rússia Rosneft assinou uma série de acordos com Pirelli, Total e Pietro Barbaro, bem como com a empresa de gás e petróleo britânica BP, que comprou uma participação de 20 por cento em Taas-Yuryakh Neftegazodobycha, na Sibéria Oriental na sexta-feira (19), para a criação de um novo empreendimento conjunto.

Os ministros da energia russo e grego, Aleksandr Novak e Panagiotis Lafazanis, assinaram um memorando de construção da extensão da linha turca do gasoduto através da Grécia.

A linha turca é um projeto de gasoduto com uma capacidade anual de cerca de 63 bilhões de metros cúbicos. O empreendimento será executado da Rússia para a Turquia através do Mar Negro, que termina em um centro de gás na fronteira turco-grega, de onde está previsto para continuar para o sul da Europa.

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O tema do SPIEF-2015 era "Hora de Agir: Caminhos compartilhados para a estabilidade e o crescimento". Os políticos e representantes de empresas de todo o mundo discutiram o que deve ser evitado a fim de alcançar a prosperidade.

Painéis do BRICS e fóruns de negócio da Organização de Xangai de Cooperação (OXC), o Clube Internacional de Discussões de especialistas russos e estrangeiros de Valdai, bem como o Fórum Regional de Consulta Business Twenty (B20), estavam entre os eventos realizados durante o SPIEF. Eles se concentraram na cooperação econômica e social regional e internacional.

Os participantes do fórum compartilharam uma visão semelhante sobre o desenvolvimento das relações internacionais, que visam não só o aprofundamento da cooperação entre os blocos políticos e econômicos já existentes, mas também a construção da confiança mútua e o restabelecimento dos laços cortados entre os países que enfrentam crises em suas relações.

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