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Ministro argentino destaca parceria estratégica com a Rússia no Fórum de São Petersburgo

© AFP 2022 / Daniel VidesAxel Kicillof, ministro da Economia da Argentina.
Axel Kicillof, ministro da Economia da Argentina. - Sputnik Brasil
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O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, afirmou à imprensa de seu país antes de participar do Fórum Econômico de São Petersburgo que a parceria com a Rússia é estratégica e lembrou os mais de 20 acordos assinados durante a visita da presidente argentina, Cristina Kirchner, a Moscou no final de abril.

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Kicillof afirmou que a relação entre os dois países deu um salto, elevando-se para um nível estratégico integral. O ministro destacou que isso significa uma maior cooperação em todas as áreas e lembrou que a ligação “mais estreita entre a Rússia e a América Latina e a Rússia e a Argentina não é um desejo, mas um fato”.

A complementariedade entre as economias russa e argentina contribuiu para o aumento dos negócios entre os dois países, segundo Kicillof. “Muitos dos produtos que temos como excedentes exportáveis são necessários à Rússia, e muitos produtos russos são complementares às necessidades da nossa economia.”

“Quando você olha os últimos anos do comércio bilateral, vê com a surpresa um crescimento de 1000%, é uma das carteiras do comércio exterior argentino que tem mais tem crescido”, afirmou Kicillof.

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A Argentina também tem se beneficiado, segundo o ministro das Finanças, de tecnologias russas, como nas centrais hidrelétricas, e no setor de petróleo e gás. Ele lembrou ainda de financiamentos do Banco de Desenvolvimento da Rússia a iniciativas na Argentina e a aliança estratégica para a YPF com a Gazpron.

Outro fator destacado por Kicillof foi o desempenho na última década das economias emergentes, especialmente do BRICS. Segundo o ministro argentino, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul é uma nova alternativa de diálogo entre os países.

Axel Kicillof realçou a importância do Fórum Econômico de São Petersburgo, que acredita ser maior até do que Davos, “pelo tamanho, densidade e importância das questões”. “É importante porque tem a participação do Estado, mas são levantados questionamentos entre o Estado e o setor privado”.

Nesta sexta-feira (19), Axel Kicillof participou da mesa “América Latina: Globalização e novo polo regional econômico”, no 19º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. O encontro reúne chefes de Estado e governo, líderes políticos, diretores das maiores companhias mundiais e especialistas de 114 países, além de autoridades russas.

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Cristina Kirchner e o presidente russo, Vladimir Putin, se reuniram no Kremlin no dia 23 de abril, quando assinaram acordos bilaterais e formalizaram uma parceria estratégica. Os dois países celebraram contratos sobre a construção de uma usina nuclear da empresa russa Rosatom na Argentina; um memorando de cooperação entre a petroleira russa Gazprom e a companhia nacional de petróleo da Argentina YPF; o programa de cooperação no domínio da cultura e da arte entre os ministérios da Cultura da Rússia e da Argentina no período 2016– 2018, entre outros documentos nas áreas da agricultura, defesa, meio-ambiente, comunicações e cooperação comercial.

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