Ucrânia inicia manobras militares no Mar Negro

© AFP 2022 / GENYA SAVILOVMarinheiro ucraniano de guarda em Odessa, em 3 de maio de 2015
Marinheiro ucraniano de guarda em Odessa, em 3 de maio de 2015 - Sputnik Brasil
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A Marinha ucraniana deu início nesta quarta-feira (17) a uma série de exercícios táticos com a participação de forças-tarefa navais, unidades de infantaria naval, aviação naval e a artilharia costeira no Mar Negro. Enquanto isso, as relações entre Rússia e OTAN seguem tensas, à medida que a aliança ocidental expande sua presença no Leste Europeu.

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"Os exercícios visam à prática da interoperabilidade das forças-tarefa navais, das unidades de infantaria naval, da aviação naval e da artilharia costeira", segundo comunicado do Ministério da Defesa da Ucrânia.

"As manobras envolvem militares com experiência de ação de combate na operação especial antiterrorista no leste do país", acrescenta a nota, em referência à campanha militar lançada por Kiev no ano passado para sufocar os movimentos a favor da independência em Donbass.

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Em março de 2014, a Crimeia decidiu se separar da Ucrânia e se reintegrar ao território russo mediante um amplo referendo democrático. Kiev e seus aliados ocidentais ainda se recusam a reconhecer a decisão popular, acusando a Rússia de agir agressivamente para “anexar” ilegalmente a península no Mar Negro.

Nesse contexto, a reunificação da Crimeia foi seguida pelo início de um conflito armado entre as tropas de Kiev e as forças de autodefesa no leste do país, representadas pelas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que também questionam a legitimidade do governo central após a violenta mudança de poder que seguiu os protestos pró-ocidentais na Praça Maidan. 

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O Ocidente acusa Moscou de alimentar o conflito, militar e financeiramente, mas até agora falhou em apresentar provas concretas sobre a alegada presença de tropas russas em Donbass.

A OTAN, por outro lado, tem alardeado o aumento significativo de sua presença militar na Europa Oriental e no Mar Negro desde o ano passado, sob o pretexto da suposta “agressão russa”. 

Resistindo às tentativas de evocar os fantasmas da Guerra Fria, porém, Moscou continua denunciando os movimentos da aliança ocidental, advertindo diplomaticamente a OTAN e os EUA contra os perigos de uma escalada ainda maior das tensões.

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