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Parlamento Europeu aprova nova resolução antirrussa

© flickr.com / Michal SängerParlamento Europeu
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Armados com informações não comprovadas e uma clara agenda antirrussa, membros do Parlamento Europeu jogam mais lenha na fogueira e podem piorar ainda mais as já instáveis relações entre a Europa e a Rússia.

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Kremlin: novas sanções contra a Rússia não ficarão sem resposta
Durante uma sessão plenária conduzida em Estrasburgo na quarta-feira (10), os eurodeputados elaboraram uma resolução dura, exortando a União Europeia a reconsiderar suas relações com Moscou no contexto da crise ucraniana, segundo informa o site de notícias do Parlamento Europeu.

Além da reavaliação dos laços com a Rússia, a resolução insta Bruxelas a combater a “propaganda russa”, a “ajudar a sociedade civil russa” e a criar meios de comunicação “independentes” de língua russa. O projeto foi escrito com base em um relatório do eurodeputado Gabrielius Landsbergis, da Lituânia, que conseguiu passar a resolução com 494 votos a favor e 135 contra, com 69 abstenções. 

"Com sua agressão contra a Ucrânia e a anexação da Crimeia, a liderança russa colocou as nossas políticas em uma encruzilhada. Cabe ao Kremlin decidir agora que caminho ele vai tomar – cooperação ou aprofundamento da alienação", opinou Landsbergis.

Primeiro-ministro estoniano, Taavi Roivas (esquerda), e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (direita) após ter acordado a presença da Aliança Atlântica na base aérea de Amari, na Estônia, em novembro de 2014. - Sputnik Brasil
A convite da Estônia, EUA ampliam sua presença militar perto da Rússia
De acordo com os eurodeputados, a Rússia é diretamente responsável pelo conflito armado ucraniano por supostamente enviar tropas e armas para a zona de conflito. A julgar pelas acusações, dir-se-ia que os deputados europeus estão mais bem informados sobre a situação no leste da Ucrânia do que os EUA ou os especialistas militares da OTAN, que repetidamente falharam em apresentar evidências concretas a respeito da alegada presença de soldados russos em Donbass.

Apesar das especulações na mídia ocidental, entretanto, mesmo o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, não levantou a questão quando conversou com o chanceler russo Sergei Lavrov em fevereiro.

"Para levantar esta questão, é preciso ter alguns dados específicos. Durante todo o ano passado, a OTAN não nos apresentou nenhuma informação específica", disse Stoltenberg na ocasião.

O conflito na Ucrânia pode estar à beira de uma nova escalada verdadeiramente assustadora. Um acordo de paz global entre as grandes potências é necessário para evitar a deterioração do conflito armado, mas os eurodeputados, munidos com informações sem fundamento e com uma agenda claramente antirrussa, podem acabar minando a possibilidade de um futuro diálogo entre Bruxelas e Moscou.

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