Evo Morales: política dos EUA para a Rússia é expansionista

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Em entrevista à RT em espanhol antes da cúpula UE-CELAC em Bruxelas, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que as acusações dos EUA relativas ao suposto apoio da Rússia aos partidários da independência no leste da Ucrânia fazem parte de uma “política de expansão militar”.

"Eu acredito que a atual política dos EUA em relação à Rússia é de expansão militar, intervenção militar", afirmou o líder boliviano, ao mesmo tempo em que expressou seu apoio à "luta pela soberania" do país eslavo.

Em entrevista à DW, o chefe de Estado também criticou a "intromissão aberta dos EUA" na Venezuela e descartou a possibilidade de seu país entrar em um acordo de livre comércio com a União Europeia.

"Temos nosso próprio modelo econômico e não precisamos implementar políticas de livre comércio. O que trouxe o livre comércio entre México e Estados Unidos? O movimento indígena no México me contou que agora eles comem tortilha norte-americana e não mexicana. Isso é livre comércio", afirmou.

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Os EUA, a OTAN e a União Europeia têm repetidamente acusado Moscou de apoiar militar e financeiramente os movimentos de independência no sudeste da Ucrânia, apesar de nunca terem apresentado nenhuma prova concreta para fundamentar a acusação, firmemente negada pelas autoridades russas.

Washington, por outro lado, anunciou em março que iria enviar até 300 instrutores militares da Itália para a Ucrânia, com o objetivo de treinar a Guarda Nacional Ucraniana.

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A OTAN, por sua vez, tem reforçado significativamente sua presença militar na Europa Oriental, perto das fronteiras russas, alegando um suposto comportamento agressivo de Moscou na região. O Kremlin frequentemente expressa preocupação em relação à expansão da aliança ocidental, afirmando que isto ameaça a segurança da Rússia e da Europa e prejudica a paz mundial.

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