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Dilma Rousseff: Brasil está limpo e não pagou para ser sede da Copa do Mundo

© AP Photo / Matthias SchraderBrazuca, bola oficial da Copa do Mundo de 2014
Brazuca, bola oficial da Copa do Mundo de 2014 - Sputnik Brasil
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A Presidenta Dilma Rousseff concedeu entrevista para a rede francesa de TV France 24, em que falou sobre o escândalo de corrupção na FIFA – Federação Internacional de Futebol, que culminou, há duas semanas, na prisão de 7 dirigentes da entidade na Suíça, entre eles o ex-presidente e atual vice-presidente da CBF, José Maria Marin.

A presidente se mostrou favorável às investigações, e afirmou que o Brasil tem todo o interesse em identificar e punir os culpados pela corrupção.

Dilma ressaltou que no país foi feita uma Copa forte, e que um legado foi construído, além de haver recursos muito significativos. “Tudo que diz respeito a essa investigação é do maior interesse para o Brasil”, garantiu a presidente. “Foi gerado muito dinheiro aqui, o que é bom para todo mundo, desde que seja feito de forma absolutamente transparente. Espero que tenha sido de forma transparente. Caso não tenha sido, pode ter certeza de que o Governo brasileiro tem todo o interesse em saber qual é o responsável, quem são os responsáveis, puni-los e garantir que o Brasil tenha um outro ambiente para o futebol.” 

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Na entrevista, Dilma Rousseff exaltou o Mundial realizado no Brasil em 2014 como sendo a Copa das Copas. Sobre as declarações na semana passada, de um ex-integrante do Comitê Executivo da FIFA que afirmou ter ocorrido o pagamento de propinas nas escolhas das sedes das Copas de 1998, na França, e de 2010, na África do Sul, a presidente garantiu que, se os processos de escolha daquelas sedes estão sob suspeita, o Brasil está limpo, pois não tinha motivos para pagar propina para garantir a escolha. "O Brasil é o país com mais títulos de Copa do Mundo, e o país que no ano passado fez a Copa das Copas. Não havia motivos para se engajar em qualquer processo de corrupção para trazer a Copa para o Brasil. Tudo que disser respeito a essa investigação é do maior interesse do povo brasileiro, porque foi com os recursos do povo brasileiro que este processo ocorreu."

A presidente disse ainda que a Polícia Federal também está realizando investigações em paralelo às feitas pelo FBI, nos Estados Unidos, e pelo Ministério Público da Suíça. “É importante ter claro o seguinte: não se concluíram as investigações, mas houve indícios fortes para que esse processo seja feito pela Interpol e pelo Departamento de Justiça americano. Além disso, a própria Polícia Federal está tendo que fazer suas investigações. Em qualquer circunstância, temos dois períodos: um antes desse fato e outro depois do fato.”

Na investigação americana, são acusados de corrupção e pagamento de propina o ex-presidente da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, o proprietário do grupo Traffic, José Hawilla, e José Margulies, argentino naturalizado brasileiro e ex-funcionário da Traffic, conhecido no meio do futebol como José Lázaro. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou 14 pessoas até agora. José Maria Marin está preso na Suíça e deve ser extraditado aos EUA para julgamento.

Durante o fim de semana, a grande discussão no meio do futebol foi sobre possíveis modificações nas sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. No entanto, a FIFA, em comunicado à rede CNN, afirmou na segunda-feira que não há base legal para fazer mudanças nas próximas Copas. Segundo o comunicado, Rússia e Catar foram vencedores das Copas de 2018 e 2022 pelo voto democrático do Comitê Executivo. 

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