Explosão de mina deixa sete soldados ucranianos mortos em Donbass

© AFP 2022 / OLEKSANDR RATUSHNIAK / Abrir o banco de imagensSoldados ucranianos durante patrulhamento nas proximidades do aeroporto de Donetsk no último domingo (7)
Soldados ucranianos durante patrulhamento nas proximidades do aeroporto de Donetsk no último domingo (7) - Sputnik Brasil
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Pelo menos sete soldados ucranianos foram mortos nesta segunda-feira após a explosão de uma mina no Leste da Ucrânia, segundo afirmaram autoridades militares de Kiev.

"As estradas nessa área estão minadas pelo inimigo", declarou à imprensa o porta-voz do exército ucraniano Yevgen Silkin, explicando que as vítimas estavam em um caminhão das Forças Armadas no momento da explosão. 

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De acordo com as fontes, o incidente ocorreu a 20 km da cidade de Donetsk, e a mina que explodiu teria sido plantada por militantes separatistas da autoproclamada República Popular de Donetsk. 

Nos últimos dias, as forças regulares da Ucrânia decidiram intensificar suas operações no leste do país, levantando suspeitas de que o governo não estaria realmente interessado na pacificação da região, mesmo após a assinatura de acordos de cessar-fogo com representantes das autoridades rebeldes. 

Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que as novas manobras militares de Kiev em Donbass foram planejadas para agravar a situação na região durante a cúpula do G7, com o objetivo de responsabilizar a Rússia pelo não cumprimento dos acordos de Minsk e, assim, manter ou expandir as sanções ocidentais contra Moscou. 

"Houve provavelmente um desejo de agravar consideravelmente a situação durante essa cúpula, tendo em mente que os membros do G7 afirmaram que as sanções contra a Rússia continuarão em vigor até que a Rússia cumpra todos os acordos de Minsk", declarou Lavrov durante encontro com o chanceler da Bielorrússia, Vladimir Makei. 
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Os acordos de Minsk foram firmados em fevereiro passado, mas, desde então, os dois lados em conflito têm trocado acusações sobre violação dos termos do documento, que exige o cessar-fogo, a retirada das armas pesadas do campo de batalha e a troca de prisioneiros, entre outras coisas.

No último domingo, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declarou, na condição de anfitriã da reunião do G7, que está acontecendo na Baviera, que a suspensão das sanções antirrussas está diretamente ligada ao cumprimento dos acordos de Minsk, o que, segundo ela, depende tanto da Ucrânia quanto da Rússia. Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os verdadeiros responsáveis pelo que está acontecendo em Donbass deveriam levar adiante o que foi acordado em Minsk, ao invés de ficarem culpando a Rússia pela situação. Já Lavrov acrescentou que, ao ligar as sanções antirrussas à implementação dos acordos de paz no leste ucraniano, o Ocidente se tornou refém das autoridades de Kiev. 


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