Kremlin presta muita atenção aos planos dos EUA de implantar mísseis nucleares na Europa

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O Kremlin prestou muita atenção aos relatórios das mídias que os EUA planejam instalar os mísseis baseados em terra na Europa, disse o secretário de imprensa do presidente russo, Dmitry Peskov.

A agência americana Associated Press informou na sexta-feira que a administração dos EUA está considerando a possibilidade de instalação de mísseis nucleares na Europa em resposta às violações conjeturais de Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) por parte da Rússia.

Segundo a agência, estão se considerando três variantes da resposta militar: desenvolvimento de meios de defesa, ataques preventivas contra armas que violam o Tratado e “balanceamento de capacidades de ataque” que envolve o uso potencial de armas nucleares. 

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Ao mesmo tempo AP acrescenta que os governamentais de Washington afirmam que “prefiram continuar convencer Moscou para respeitar o Tratado por meio das negociações”.

“É necessário, primeiro, analisar essa informações antes de dar alguns comentários. Mas, é claro, nós prestamos muita atenção às mensagens”, disse Peskov.

Nos últimos tempos a Rússia e os Estados Unidos estão se acusaram mutuamente no desenvolvimento de armas, incluídos no INF. Em março o chefe do Ministério das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que Moscou tem repetidamente oferecido a Washington realizar "o conselho específico" para receber dos EUA afirmações das violações. Mas a resposta ainda não foi recebida.

O presidente da Comissão de Defesa e Segurança do Conselho da Federação, Viktor Ozerov, disse que a Rússia não planeja sair do Tratado e está cumprindo integramente as suas obrigações. Mas se os EUA colocarem os mísseis na Europa, a saída do INF poderia ser uma resposta possível.

Ele também sublinhou que a única maneira de cooperar com Moscou é manter negociações.

“Não acho que se trata de chantagem, quando a Rússia tem uma tríade poderosa de mísseis nucleares. Isso é inútil. A Rússia pode repelir qualquer ameaça com sua capacidade de combate”, frisou Ozerov.

Recentemente os EUA já causaram discussão ativa quando declararam sua intenção implantar o sistema de defesa antimísseis na Europa, que “não é dirigido contra a Rússia porque ele não tem essa possibilidade”. Depois isso o secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter e o ministro da Defesa polonês Tomasz Seminyak se reuniram em Washington para discutir as questões da segurança e da OTAN.

Em particular foram discutidas "as salvaguardas da cooperação dos aliados e fortalecimento das capacidades de contenção da OTAN" — tradicionalmente esta formulação significa na aliança a contenção da Rússia.

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“O formato das relações que atualmente existem entre os Estados Unidos e a União Europeia, bem como no quadro da OTAN, sugere que as elites políticas destes países são totalmente controladas pelos EUA. E os americanos estão tentando usar a oportunidade para instalar os mísseis e aumentar os orçamentos militares destes países. Isso é ditadura total dos EUA no âmbito da corrida armamentista e desencadeamento da Guerra Fria”, disse o cientista político, consultor da Fundação russa para o desenvolvimento de altas tecnologias, Nikolai Dimlevich.

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