MH17 foi derrubado por míssil que só podia pertencer ao Exército ucraniano

© AFP 2022 / DOMINIQUE FAGETDestroços do voo MH17 da Malaysian Airlines
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O míssil que derrubou o MH17 só podia pertencer ao exército da Ucrânia, afirma fabricante.

Em uma entrevista coletiva nesta terça-feira (2), a corporação russa Almaz-Antei, que fabrica armamentos para o exército russo, mostrou provas de que o avião da Malaysia Airlines, que caiu na Ucrânia em 17 de julho de 2014, não pode ter sido abatido por um míssil guiado.

Segundo os resultados da investigação levada a cabo pela Almaz-Antei, o míssil em questão é muito provavelmente um Buk-M1 (Buk9M38-1), usado pelo exército da Ucrânia.

"Durante a primeira etapa da nossa investigação, foi estabelecido o tipo de sistema. Foi o sistema Buk-M1 [SA-11 na classificação da OTAN], um míssil 9M38-M1 e uma ogiva 9M314", especificou o engenheiro-principal, Mikhail Malyshev.

"O carácter dos danos causados à aeronave corresponde aos mísseis Buk9M38 e Buk9M38-1, se trata dos mísseis Buk", disse Mikhail Malyshevsky.

Os mísseis desta série usados no exército russo são os Buk9M37.

O Boeing da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17, de Amsterdã a Kuala Lumpur, caiu no Leste da Ucrânia em 17 de julho, matando todas as 298 pessoas que estavam a bordo.

Logo depois, a União Europeia introduziu sanções contra várias companhias russas, incluindo a Almaz-Antei, por ter produzido o míssil que abateu o avião.

Porém, hoje a própria Almaz-Antei confirmou que o míssil em questão tinha cessado de ser produzido na Rússia três anos antes da data da criação da companhia, em 2002.

Representantes da corporação declaram estar prontos para realizar uma "prova de campo" com especialistas independentes.

Além disso, a Almaz Antei afirmou na coletiva que satélites estadunidenses estavam sobrevoando a área no momento da passagem do MH17. Para o fabricante, a publicação destes dados pelos EUA seria uma contribuição importantíssima à investigação oficial.

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