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Senado dos EUA não prorroga programa de vigilância da NSA

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O senado dos Estados Unidos não conseguiu chegar a um acordo para prorrogar a validade da seção 215 da Lei Patriótica, que dá sustentação à coleta não autorizada de metadados de cidadãos comuns pela NSA, a Agência de Segurança Nacional.

Após horas de debate em sessão extraordinária, o senador Rand Paul, responsável por bloquear a possibilidade de chegar a uma solução, declarou que as polêmicas partes da Lei Patriótica iriam expirar como previsto, provocando indignação entre os defensores da espionagem. 

A medida, sancionada pelo então presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, tinha a suposta finalidade de ajudar as autoridades no combate a ameaças terroristas. Mas, para Paul, que é pré-candidato à presidência pelo Partido Republicano, os americanos devem pensar em outra maneira para derrotar os terroristas, sem permitir que o governo se intrometa nos direitos à privacidade da população. 

Apesar da expiração de partes importantes da Lei Patriótica, os senadores decidiram considerar a legislação que irá substituir as disposições da antiga lei, a chamada Lei da Liberdade, que, ao mesmo tempo, impõe limitações aos programas de espionagem do país. A expectativa do governo era a de que pelo menos essa nova regulamentação fosse aprovada automaticamente neste domingo, para que o país não ficasse sem programas de vigilância, mesmo que por algumas horas.

Os senadores americanos devem voltar a se reunir para discutir a questão nesta segunda-feira. 

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