Opinião: economia da Rússia provou ser mais forte do que o esperado

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Apesar de a maioria dos especialistas ocidentais terem preconizado uma profunda recessão para a Rússia em 2015, a realidade está se mostrando bem diferente, escreve o analista político e escritor francês Alesandre Latsa em artigo para a agência Sputnik.

Linha Direta com Vladimir Putin - Sputnik Brasil
Revista francesa destaca vitória de Vladimir Putin e da Rússia sobre as sanções ocidentais
Na sua opinião, contrariando todas as previsões negativas, o rublo tem cada vez mais mostrado sinais de recuperação, o preço do petróleo continua aumentando gradativamente e já chega aos US$65 por barril, e as expectativas com relação à economia russa estão cada vez mais otimistas com relação a apenas meio ano atrás.

O especialista destaca que no primeiro trimestre de 2015 o PIB na Rússia baixou apenas 1,9% e que até o final do ano o FMI prevê que a queda não ultrapasse os 3,4%, podendo haver uma retomada de crescimento já em 2016.

"A sensível melhora da situação econômica na Rússia, sem dúvida, está ligada à resistência da economia russa, que provou ser muito mais forte do que o previsto, bem como à situação econômica internacional, que se desenvolve de forma extremamente favorável ao Kremlin e permite à Rússia alcançar cada vez novas vitórias" – escreve Latsa.

Ele acredita ainda que a história com as sanções foi igualmente benéfica à Rússia. Nas suas palavras, a pressão dos países do Ocidente foi vista pelos russos como uma injustiça e apenas reforçou a sua unidade em torno do poder.

"As sanções tiveram o efeito de um ricochete psicológico, fazendo com que a maioria dos cidadãos da Rússia percebesse ser possível viver normalmente sem as importações da Europa" – destaca Latsa.

O observador frisou ainda que a maior surpresa se deu com relação à situação na Síria e no Iraque, bem como em torno do advento do Estado Islâmico.

"Tudo isso contribuiu para a retomada do diálogo entre a Rússia e o Ocidente e praticamente reforçou suas relações face a um inimigo em comum" – concluiu o analista político francês.

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