Israel quer diálogo com palestinos bombardeando Faixa de Gaza

© REUTERS / Ammar Awad Ativistas estrangeiros e palestinos usam rampa para atravessar barreira israelense
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O premiê israelense Benjamin Netanyahu declarou durante o encontro com a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini estar pronto a discutir com o lado palestino a demarcação entre as povoações judaicas e palestinas na Cisjordânia. Enquanto isso, Israel atacou vários alvos na Faixa de Gaza, controlada pelo movimento extremista Hamas.

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O encontro entre Netanyahu e Mogherini aconteceu na semana passada. No dia 26 de maio o jornal israelense Haaretz escreveu sobre o desejo do premiê israelense de iniciar tal discussão com a Autoridade Nacional Palestiniana sobre o destino das povoações israelenses na Cisjordânia. Além disso, sabe-se que Netanyahu assegurou Mogherini sobre o empenho de Israel na ideia de dois Estados separados – o Estado israelense e o Estado palestino. No futuro próximo este último pode ser reconhecido por mais países, por exemplo, a Grécia

“O objetivo é provar ao mundo que levamos a sério a paz apesar de os palestinos não estarem conosco à mesa”, disse Michael B. Oren, membro do parlamento israelense e aliado de Netanyahu na coalizão governista comentando a declaração do premiê.

Ao mesmo tempo, o empenho de Israel na paz pode ser questionado.

Nesta quarta-feira (27) Israel realizou uma série de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza após um foguete lançado de Gaza ter atingido o sul do Israel.

A informação sobre o ataque aéreo foi divulgada pelo canal de TV iraniano Press TV.

A Força Aérea israelense lançou um ataque contra os campos de refugiados de Nuseirat, Rafah e Khan Younis, bem como contra a cidade palestina de Beit Lahia.

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Na terça-feira (26) o Exército de Defesa de Israel divulgou num comunicado que pelo menos um foguete atingiu os subúrbios da cidade de Ashdod. A informação sobre vítimas ou danos após o ataque não foi especificada.

Este foi o quarto foguete a atingir o território de Israel desde o conflito de sete semanas no ano passado entre Israel e grupos militantes de Gaza, entre os quais o Hamas e a Jihad Islâmica, que resultou no cessar-fogo sem termo.

O Hamas e a Jihad Islâmica negaram a autoria dos últimos lançamentos, noticiou Press TV.

No último conflito entre israelenses e palestinos, Jerusalém efetuou cerca de 5 mil ataques aéreos e milhares de ataques de artilharia contra Gaza, de onde militantes lançaram cerca de 4.300 foguetes em direção a Israel. Mais de 2.200 palestinos morreram, sendo o maior número desde o início da ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1967. De acordo com as Nações Unidas, do lado israelense morreram 67 soldados e cinco civis.

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