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Presidente tcheco: Sanções contra Rússia podem ser levantadas até ao Ano Novo

© AP Photo / Cliff OwenMilos Zeman, presidente da República Tcheca
Milos Zeman, presidente da República Tcheca - Sputnik Brasil
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O presidente tcheco Milos Zeman, durante a sua visita a Moscou para prestar homenagem aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra Mundial, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal russo Kommersant na qual, entre outros, abordou os temas das sanções antirrussas, as relações entre a Rússia e UE e o conflito na Ucrânia.

Lembramos que o presidente tcheco Milos Zeman foi a Moscou mas não assistiu à Parada da Vitória. Segundo as palavras dele, o objetivo da sua visita não era comemorar com os vivos, mas sim prestar homenagem aos mortos, ou seja, aos soldados soviéticos que salvaram a Europa da Alemanha nazista.

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“Eu espero que a situação no leste da Ucrânia, onde neste momento já praticamente não há guerra civil, se normalize. Também queria acrescentar que é possível levantar completamente as sanções, talvez, até o fim deste ano. O Conselho Europeu irá discutir o assunto em junho, acho eu. Também penso que todos os passos oficiais dos políticos russos mostram que não haverá nenhuma invasão russa do leste da Ucrânia”, opina Zeman.

O presidente tcheco também confessou que o seu país “sempre queria desde o início que as sanções que foram propostas fossem mais suaves”.

Ucrânia e OTAN

“Eu declarei publicamente que apoio a neutralidade da Ucrânia. E, a propósito, Franck-Walter Steinmeier, ministro do Exterior alemão, e muitos outros [por exemplo, presidente francês François Hollande] disseram o mesmo.  Até usei o termo “finlandização da Ucrânia” [frisando o não alinhamento da Finlândia] que anteriormente tinha sido usado por Zbigniew Brzezinski”, manifestou Zeman.  

Quando à pergunta se os atuais membros da OTAN quererão aceitar a Ucrânia, a resposta do Presidente tcheco foi negativa.

“Na Ucrânia existem grupos paramilitares: os batalhões Azov, Donbass, unidades de Kolomoisky. Não há tais tropas nos países-membros da OTAN. E não se esqueçam dos enormes problemas econômicos da Ucrânia. Então, que se estabeleça a paz, que pare a guerra civil, porque eu considero o conflito na Ucrânia como guerra civil”, frisou Zeman.

O presidente tcheco comparou a OTAN como um clube fechado e disse que, para haver a adesão da Ucrânia a este clube, é preciso o acordo unânime de todos os países integrantes.  

Rússia e União Europeia 

Zeman, ao falar sobre o possível desenvolvimento dos acontecimentos nos próximos 20 anos, disse que, segundo a sua opinião, a Rússia neste tempo poderá ser membro da União Europeia. 

“Nossas economias se completam mutuamente. A Rússia necessita de tecnologias modernas, a UE precisa de recursos energéticos”, disse.

Rússia e URSS

O presidente Zeman disse que para ele a Rússia não é o mesmo que a União Soviética frisando que a Rússia agora é em geral uma democracia. 

“Em primeiro lugar, vocês têm eleições livres. Em segundo lugar, vocês têm partidos políticos. Há oposição, porém fraca, mas isto é um problema da própria oposição”, opina Zeman, sublinhando que segundo a opinião dele, a União Soviética não tinha tais institutos. 

Comentando o escândalo em torno das declarações do embaixador norte-americano na República Tcheca, Andrew Shapiro, que tentou impedir o presidente tcheco de ir a Moscou, Zeman confirmou que esta declaração fechou as portas da residência presidencial tcheca de Prazhsky Grad ao embaixador estadunidense. Milos Zeman também confessou que faria o mesmo se o embaixador russo o impedisse de ir aos EUA.

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