Egito estende participação na ofensiva contra os houthis no Iêmen

© AFP 2022 / FAYEZ NURELDINEArtilharia do exército saudita perto da fronteira com o Iêmen
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O governo egípcio decidiu prolongar por três meses o mandato para o envolvimento de suas tropas na operação liderada pela Arábia contra os rebeldes houthis no Iêmen, segundo relatos da mídia egípcia.

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A decisão teria sido tomada no domingo (3), a pedido do Ministério da Defesa do Egito, com o objetivo de proteger a segurança nacional do país, bem como a do "mundo árabe".

O Iêmen tem passado por uma série crise interna desde que as forças da oposição houthi tomaram o controle da capital Sanaa, forçando o presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi e seu governo a renunciarem em janeiro. Pouco depois, o chefe de Estado voltou atrás em seu pedido de demissão e requisitou apoio militar à Liga Árabe para combater os rebeldes em seu país.

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A partir de então, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita começou a lançar ataques aéreos contra as posições dos houthis, provocando centenas de mortes entre a população civil.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, ordenou em 26 de março o envio de um contingente das forças armadas egípcias para participar da operação saudita, batizada de Tempestade Decisiva (Decisive Storm).

Em 21 de abril, a coalizão anunciou o fim daquela primeira etapa da ofensiva militar e o início da campanha Restaurando a Esperança, alegando uma mudança de tática para se concentrar em esforços humanitários e de combate ao terrorismo, bem como na retomada do diálogo político entre os partidários de Hadi e os rebeldes xiitas.

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Enquanto isso, porém, os houthis continuam a lutar contra as forças leais ao presidente Hadi (que, aliás, fugiu do país), especialmente no sul do Iêmen. E apesar da mudança de nome, a operação saudita, apoiada pelos EUA, mas sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, continua matando civis no país árabe. 


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