Baltimore revela profundidade da discriminação racial nos EUA, diz diplomata russo

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Segundo os últimos dados, cerca de 200 pessoas foram presas, 15 prédios e 144 carros foram incendiados durante os protestos em Baltimore. A expectativa é de que tensão continue elevada na cidade nesta terça-feira.

Demonstrators throw rocks at the police after the funeral of Freddie Gray on Monday, April 27, 2015, at New Shiloh Baptist Church in Baltimore. - Sputnik Brasil
Baltimore sitiada enquanto policiais e manifestantes se enfrentam nas ruas
O comissário do ministério das relações exteriores da Rússia para os direitos humanos, Konstantin Dolgov, declarou nesta terça-feira, 28, que as manifestações em Baltimore se tornaram mais uma das ilustrações do caráter sistêmico da discriminação racial nos EUA. “É necessário que as autoridades do país abordem seriamente as causas da situação”, disse o diplomata em sua conta no Twitter. 

De acordo com dados mais recentes, cerca de 200 pessoas foram presas, 15 prédios e 144 carros foram incendiados durante os tumultos em Baltimore na última segunda-feira, 27, após o funeral de Freddie Gray, jovem negro de 25 anos, morto sob a custódia das forças policiais. Desde a morte de Gray, os protestos contra a ilegalidade na ação policial e os indícios de discriminação racial vêm se intensificando em Baltimore, atingindo momentos da maior tensão no início desta semana, após o funeral de Freddie.   

Polícia bloqueou manifestantes em Baltimore - Sputnik Brasil
Polícia bloqueou manifestantes em Baltimore
O comissário do ministério das relações exteriores da Rússia para os direitos humanos observou que, de acordo com ativistas de direitos humanos, desde maio de 2013 foram registrados nos Estados Unidos 1.450 casos de mortes "acidentais" causadas pela polícia. A maioria das vítimas são afro-americanos praticamente sempre desarmados. “É muito raro os policiais irem a julgamento, e as sentenças frequentemente são muito brandas”, disse Dolgov.

Os protestos contra a violência policial continuam desde agosto de 2014, quando um policial branco matou o adolescente negro chamado Michael Brown.

Segundo as estatísticas, os cidadãos negros dos Estados Unidos são mortos 21 vezes mais frequentemente em confrontos com a polícia do que os brancos.

A expectativa é de que as manifestações continuem tensas hoje. Segundo informa a agência Sputnik, citando fontes policiais locais, os manifestantes de Baltimore estão convocando nova revolta para hoje à noite. 


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