Presidente da Grécia planeja visita à Alemanha para exigir reparações da II Guerra Mundial

© AP Photo / Petros GiannakourisProkopis Pavlopoulos
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O presidente grego Prokopis Pavlopoulos disse que em breve pretende visitar a Alemanha e levantar a questão do pagamento, por parte de Berlim, de uma reparação pelos crimes cometidos pelos nazistas na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial.

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Em entrevista ao Spiegel Online nesta segunda-feira (27), Pavlopoulos disse que o assunto pode ser resolvido em um fórum internacional, como o Tribunal Internacional da ONU em Haia.

"Países civilizados chegam a acordos desta maneira nas controvérsias", disse ele.

Segundo os cálculos do governo grego, a Alemanha deve quase 279 bilhões de euros (R$ 945 bilhões) em compensação pelos danos causados à Grécia durante a guerra. O valor se refere, em primeiro lugar, à devolução de um empréstimo que os nazistas obrigaram o Banco da Grécia a contrair. Além disso, Atenas também exige uma reparação pela infraestrutura destruída durante a ocupação nazista entre 1940 e 1944, bem como uma compensação pelos massacres perpetrados no país pelos oficiais do Terceiro Reich.

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Berlim, por sua vez, tem afirmado que a questão das reparações já foi concluída há vários anos e questiona o motivo de a Grécia não ter feito suas exigências atuais quando entrou na zona do euro.

A este respeito, Pavlopoulos se expressou categoricamente nesta segunda-feira contra a saída de Atenas da União Europeia.

"A questão da saída da zona do euro nem me ocorre. Durante os anos setenta a Grécia fez esforços significativos para se integrar à Europa… é impossível imaginar a Grécia fora da Europa", disse o presidente à publicação alemã.

Segundo ele, Atenas cumprirá seus compromissos sobre a dívida "até o último euro". No entanto, o chefe de Estado criticou o duro programa econômico imposto ao país pelos credores internacionais a fim de garantir os pacotes de resgate – que desde de 2010 tentam evitar o colapso financeiro da Grécia, mas à custa de enormes perdas sociais devido à extrema austeridade das medidas exigidas.

"Isto não trouxe qualquer desenvolvimento positivo para o crescimento da economia, pelo contrário, levou a economia grega à recessão", concluiu Pavlopoulos.

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Um dos temas a causar preocupação na imprensa europeia era a possibilidade de Tsipras solicitar ajuda econômica a Putin. O presidente russo, entretanto, informou que esse pedido não foi feito, mas afirmou que Moscou pode oferecer créditos à Grécia para a realização de projetos conjuntos e que as companhias russas estão prontas para participar da possível privatização de empresas gregas.

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