Jogos terroristas: Estado Islâmico e Talibã declaram jihad um contra outro

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O grupo terrorista Estado Islâmico e o movimento extremista Talibã no Afeganistão anunciaram jihad um contra o outro, escreveu nesta segunda-feira (20) Khamaa Press alegando a polícia afegã.

Segundo a mídia do Afeganistão, o chefe da polícia da província Helmand no sul do país, Nabi Jan Mullahkhil, disse que tinha obtido um documento que provam que os dois grupos radicais começaram a lutar um contra o outro. 

Porém, ainda não há confirmação oficial destes fatos.

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Em janeiro 2015, a Rádio Free Europe divulgou que o líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi chamou o chefe do Talibã, Mullah Omar, de “tolo e senhor de guerra analfabeto”. 

Os relatos mostram que pequenos confrontos entre os militantes dos dois grupos já aconteciam no passado.

A Sputnik Árabe conseguiu obter um comentário de Hussam Shoeib, especialista em Assuntos de Organizações Islâmicas: 

“Ambas as organizações têm a mesma ideologia – o wahabismo e salafismo. Não há confrontação mas parece que têm um problema ou, em outras palavras, um desacordo já que EI está agora tomando a iniciativa – eles anunciaram o ‘Califado Islâmico’. 

O Talibã está fora de cena agora, não tem apoio por parte da Al-Qaeda, porque sempre dependia da Al-Qaeda e do dinheiro do golfo Pérsico. Ao contrário, o EI conseguiu recrutar muçulmanos  de todo o mundo, apoiá-los com dinheiro e tornar o seu grande sonho realidade.

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Não acho que tenha um futuro para estas organizações… As organizações duram enquanto permanecem os seus líderes, até que chegam a um fim.  Como terminou o papel de Osama bin Laden, terminará também o papel de Abu Bakr al-Baghdadi”.   

Entretanto estas organizações ainda permanecem, levam as vidas de civis e recrutam radicais. Por exemplo, na sua entrevista em 22 de abril o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov disse que “o Estado Islâmico neste momento é o nosso principal inimigo no mundo. Por uma razão simples – nesta organização terrorista combatem centenas de cidadãos russos”.

A briga entre o EI e o Talibã que, em teoria, se pode tornar num conflito sangrento é mais um fracasso da política de “caos controlado” praticada pelos EUA. Não é um segredo que o Talibã foi criado pela inteligência norte-americana, opina um político alemão Andreas von Bülow num artigo na revista der Tagesspiegel:

“Com o apoio decisivo dos serviços secretos dos EUA pelo menos 30 mil militantes muçulmanos foram treinados no Afeganistão e Paquistão…”, escreveu.

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Ao mesmo tempo muitos políticos acham que o EI é também produto dos estadunidenses. Por exemplo, o presidente da Síria numa entrevista manifestou que "O EI foi criado no Iraque, em 2006, sob a supervisão dos norte-americanos. O EI veio do Iraque para a Síria porque o caos é contagioso”. O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do Irã, general Hassan Firuzabadi, acusou por sua vez os Estados Unidos de fornecerem armas ao Estado islâmico.

Agora há provas de que o caos é realmente contagioso – os dois projetos não só saíram de controle e geraram grandes problemas a todo o mundo, inclusive aos seus criadores, mas também ironicamente entraram em conflito um contra o outro. Parece que o caos controlado não existe – ele se descontrola facilmente.

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