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Ex-presidentes da América Latina 'ensinam' Dilma a cooperar com EUA

© MANDEL NGANDilma Rousseff e Barack Obama
Dilma Rousseff e Barack Obama - Sputnik Brasil
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Antecipando a visita aos EUA que a presidente do Brasil realizará em junho para encontrar-se com o seu colega estadunidense, vários ex-presidentes da América Latina decidiram pedir a ela que “lidere a integração” regional com os Estados Unidos.

Os ex-presidentes, entre os quais o brasileiro Fernando Henrique Cardoso (FHC), o mexicano Vicente Fox, o boliviano Jorge Quiroga e outros, atualmente na oposição, criticaram a agenda econômica corrente da região. O principal alvo foi o Mercosul, que o ex-presidente uruguaio Luis Alberto Lacalle (1990-1995) qualificou de “cadáver”.

“Estamos diante do cadáver do Mercosul”, declarou o ex-líder do Uruguai.

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O modelo destacado pelos ex-presidentes reunidos foi o do Nafta (sigla em inglês do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), organismo que abrange os Estados Unidos, Canadá e México.

Interessante terem sido os ex-presidentes, já sem apoio da população, quem propõem esta medida. Um exemplo é o ex-presidente da Bolívia, Jorge Quiroga, que perdeu duas vezes para o chefe de Estado atual, Evo Morales – em 2005 e em 2014. Então a questão continua em aberto: quem é afinal o "cadáver político" — o Mercosul ou os antigos líderes que participaram do seminário. 

Também vale lembrar, aliás, que o governo do Fernando Henrique Cardoso é considerado como o governo mais corrupto na história contemporânea do Brasil segundo a pesquisa da Vox Populi.

Descongelamento

Durante o seminário dos ex-presidentes, que teve lugar na Bahia, FHC atacou a política externa de Dilma Rousseff por ter levado o país “fora da margem” do fortalecimento das relações com os EUA. Já segundo o ex-chefe de Estado, boas relações com os Estados Unidos é algo que o Brasil precisa, especialmente depois do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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A visita de Dilma a Washington em junho é uma decisão que vem depois de um período em que as relações com os EUA estavam quase suspensas, por causa do escândalo de espionagem que, além do Brasil, atingiu a Alemanha.

Anteriormente neste ano, e no final de 2014, depois da reeleição de Dilma como presidente do Brasil, houve várias tentativas de contato ao nível presidencial entre os dois países, Brasil e EUA. Mas esta, prevista para dentro de cerca de dois meses, será a primeira, se algum outro erro diplomático não afetar a situação internacional.

O Brasil é um participante ativo do Mercosul e do quadro econômico regional, sem contar com a parceria econômica com a Rússia.

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