Decisão de Hollande sobre Mistral foi catastrófica, diz parlamentar europeu

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O deputado do parlamento Europeu da Frente Nacional, Gilles Lebreton, lamentou que François Hollande tenha recusado a fornecer os navios Mistral à Rússia, o que classificou como uma "decisão catastrófica".

"O presidente François Hollande tomou uma decisão catastrófica, recusando-se a fornecer os navios Mistral à Rússia", disse o parlamentar, citado pela mídia francesa. Segundo ele, o presidente da França com suas ações não cumpriu a palavra dada a seu cliente. 

O político europeu declarou que o ato de Hollande é absurdo, tendo em vista que “a Rússia é um cliente muito interessante para a indústria de defesa francesa, e o conflito ucraniano não é uma razão válida para cancelar a entrega”. 

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“Visto que a situação na Ucrânia dificilmente será resolvida, seria preciso intervir muito antes do que nós fizemos, através do diálogo, e não com ameaças à Rússia”, destacou Lebreton. 

A companhia russa de exportação e importação de armamentos Rosoboronexport assinou com a companhia francesa DCNS um contrato para a construção de dois navios deste tipo em junho de 2011. As partes posteriores dos porta-helicópteros foram construídas no estaleiro russo Baltiysky (que faz parte da Corporação Unida de Construção Naval) em São Petersburgo. O acoplamento com as partes anteriores e as obras de acabamento foram efetuadas no estaleiro da companhia STX France, em Saint-Nazaire.

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O primeiro navio de desembarque Vladivostok devia ter sido entregado pela França em14 novembro de 2014. O segundo navio deverá ser entregado até o final de 2015.

Mais cedo o presidente francês, François Hollande, disse que decidiu suspender a entrega do primeiro dos navios (Vladivostok) por causa da situação na Ucrânia. Por sua vez, a Rússia declarou que está à espera do navio ou da restituição do dinheiro.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua vez, afirmou durante a Linha Direta, realizada na semana passada, que está confiante que a França vai devolver o dinheiro pelos dois navios que a Rússia encomendou mas nunca recebeu. Segundo ele “Moscou não vai exigir o pagamento da multa. a Rússia assinou o contrato com a França para apoiá-la e reduzir o volume de trabalho de estaleiro”.


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