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Analista: Sabotagem de acordos de Minsk esconde aproximação dos EUA das fronteiras russas

CC BY 2.0 / Exército dos EUA / Fuzileiros navais dos EUA chegaram à Ucrânia para participar do treinamento das forças armadas
Fuzileiros navais dos EUA chegaram à Ucrânia para participar do treinamento das forças armadas - Sputnik Brasil
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O "quarteto da Normandia" tem um "parceiro secreto", Washington, que não age mas vê tudo e tem interesse no conflito congelado na Ucrânia na ausência de quaisquer acordos geopolíticos, escreve no blog o analista político e ex-diplomata indiano Melkulangara Bhadrakumar.

De acordo com o analista, a falta de ação política para a implementação dos acordos de Minsk é benéfica para os Estados Unidos por várias razões. Em primeiro lugar, as relações entre a Alemanha e a Rússia permanecerão em suspenso, sem quaisquer perspectivas concretas. Em segundo lugar, o papel de Washington na OTAN será reforçado. Além disso, a sabotagem dos acordos fornece um álibi para a instalação provocante de tropas americanas na proximidade imediata das fronteiras russas, algo sem precedentes até agora. 

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De fato, o “conflito congelado” já criou as condições para a implantação de tropas americanas (e canadenses) no território da Ucrânia sob o pretexto de "conselheiros militares". É claro que os Estados Unidos estão implementando uma missão militar que irá se expandir muito além das missões iniciais, e até o final do ano, o número de "assessores" do Pentágono na Ucrânia vai aumentar muito mais", nota o especialista.

De ponto de vista político, escreve Bhadrakumar, Washington vai continuar a apoiar os seus “amigos” ucranianos em Kiev, cujos esforços visam destruir as relações entre Kiev e Moscou. Como "presidente de paz" Pyotr Poroshenko tinha que fazer todo o possível para implementar os acordos de Minsk-2, mas na prática não há progresso concreto.

"É óbvio que o governo do presidente dos EUA Barack Obama não vai se preocupar com explicações sobre racionalidade do envio para o território da Ucrânia das primeiras divisões americanas", conclui o analista. 

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Na sexta-feira, o embaixador estadunidense na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, informou que cerca de 300 fuzileiros navais dos EUA tinham chegado à Ucrânia para participar do treinamento das Forças Armadas da Ucrânia. 

Os EUA planejam enviar para a Ucrânia no período de março-outubro de 2015 pelo menos 300 militares para cooperar com o exército ucraniano. Além disso, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou em finais de março uma resolução com recomendações ao presidente dos EUA de sancionar o envio de armamentos para a Ucrânia.

O governo canadense também decidiu em abril enviar militares à Ucrânia nos próximos meses. De acordo com os relatos da mídia local, as tropas deverão participar de missões de treinamento e não serão envolvidas em combates.

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