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Oriente Médio: EUA olham para seus próprios interesses

© AP Photo / Saul LOEBPresidente dos Estados Unidos, Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - Sputnik Brasil
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Jorge Mortean, Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado em São Paulo, analisou em entrevista à Rádio Sputnik os reais objetivos dos Estados Unidos ao aceitar, recentemente, o acordo nuclear com o Irã.

Mortean, que acaba de escrever um artigo para a imprensa brasileira intitulado "Irã e Ocidente: sonhar mais um sonho possível", destacando  o acordo firmado recentemente entre o Irã e o grupo do P5+1, explicou ao jornalista Arnaldo Risemberg que as recentes negociações com Teerã podem ser avaliadas de duas formas. A primeira, mais ponderada, teria como base o chamado soft power, que representaria um ganho diplomático para todos os lados, enquanto a segunda refletiria uma última aposta dos EUA na possibilidade de ter um país defendendo de fato os seus interesses econômicos no Golfo Pérsico.

Segundo o especialista, a relação entre Washington e seus tradicionais aliados no Oriente Médio, como Israel e Arábia Saudita, teria sido abalada nos últimos anos por uma série de manobras que teriam mais atrapalhado do que ajudado a garantir a eficácia das estratégias norte americanas para a região, chamando a atenção dos EUA para a necessidade de buscar um novo aliado.

"Israel e Arábia Saudita, querendo ou não, fomentaram problemas com microgrupos dentro de países vizinhos, segregando mais a elite do povo nesses países e até causando problemas de ordem doméstica", disse Mortean, explicando que a Primavera Árabe pode ser considerada uma grande perda para os Estados Unidos. 

"Por exemplo, o Mubarak, no Egito, era um forte aliado norte-americano, que, de certa forma, dialogava com Israel meio que por debaixo dos panos, mas não tinha um relacionamento amistoso com Israel", afirmou. 

"A Arábia Saudita, Israel e agora também o Catar, quando tentam jogar regionalmente, acabam atrapalhando mais do que ajudando".  Enquanto isso, de acordo com o professor, o Irã, na qualidade de possível aliado, seria menos problemático do que os demais. 

Para Mortean, "por falta de opção, ou mesmo jogando a toalha, os EUA, com o Obama, perceberam que o Irã é a única saída, já que Teerã foi contra o regime de Saddam (Hussein, no Iraque), sempre foi contra o Talibã" e teria outros interesses em comum com Washington. Dependendo da evolução das negociações em torno do programa nuclear iraniano, o especialista considera que o jogo geopolítico no Oriente Médio tende a mudar drasticamente.

 

 

 

 

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