EUA aceleram envio de armas para coalizão saudita no Iêmen

© REUTERS / Khaled AbdullahCidadãos do Iêmen no local de um ataque aéreo em Sanaa
Cidadãos do Iêmen no local de um ataque aéreo em Sanaa - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos estão acelerando as entregas de armas à coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta contra rebeldes no Iêmen.

Ao mesmo tempo, o primeiro barco que transporta ajuda médica para o país chega à cidade portuária de Áden, onde pesados confrontos ocorrem há pelo menos três semanas.

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Nesta terça-feira, falando em Riad, capital da Arábia Saudita, o subsecretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, atribuiu a violência no Iêmen às ações de rebeldes xiitas, conhecidos como houthis, e às forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, dizendo que os Estados Unidos estão comprometidos com a defesa da Arábia Saudita.

"Aceleramos a entrega de armas à coalizão de defesa do Iêmen, aumentamos o compartilhamento de informações e estabelecemos uma coordenação conjunta e uma célula de planejamento de operações na Arábia Saudita", disse Blinken a repórteres após uma reunião com o rei Salman, da Arábia Saudita, e o presidente exilado do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur Hadi, que fugiu do país após a ocupação de Áden pelos houthis.

O compartilhamento dos sistemas de inteligência inclui a disponibilidade de imagens aéreas que podem ser usadas nos bombardeios contra as forças anti-Hadi, afirmou uma autoridade do Departamento de Defesa dos EUA, que falou em anonimato. Blinken disse que os EUA e as seis nações que fazem parte do Conselho de Cooperação do Golfo devem coordenar de perto e pressionar todas as partes a procurar uma solução política.

Os combates no Iêmen colocam Hadi e seus aliados contra os houthis e milícias leais a Saleh. O Irã prestou apoio militar no passado aos xiitas iemenitas, mas hoje nega participação no conflito. A campanha aérea do Golfo Árabe, que apoia Hadi, começou em 25 de março e até agora não conseguiu retomar Áden, segunda maior cidade do Iêmen e importante porto da região. A cidade foi declarada capital provisória por Hadi, antes de ele fugir para a Arábia Saudita.

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Crise humanitária

A Organização Mundial da Saúde alertou que há uma crise humanitária em curso no Iêmen, dizendo que ao menos 560 pessoas, incluindo dezenas de crianças, foram mortas — a maior parte delas nas campanhas aéreas e batalhas terrestres. A instituição afirmou que mais de 1,7 mil pessoas foram feridas e outras 100 mil fugiram de suas casas à medida que os conflitos se intensificaram nas últimas três semanas.

Nesta quarta-feira, chegou ao Porto de Áden o primeiro barco que transportava ajuda médica ao Iêmen, informou a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras. A líder do grupo no Iêmen, Marie-Elisabeth Ingres, confirmou que cerca de 2,5 toneladas de suprimentos chegaram ao hospital da cidade portuária, vindas de Djibuti.


fonte: Estadão Conteúdo

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