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Ato em Copacabana homenageia menino morto pela polícia e critica violência policial

© MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDOProtesto contra assassinato de Eduardo de Jesús Ferreira em Copacabana
Protesto contra assassinato de Eduardo de Jesús Ferreira em Copacabana - Sputnik Brasil
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Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo na praia de Copacabana para protestar contra o assassinato do menino de 10 anos, Eduardo de Jesús Ferreira, morto pela polícia no Complexo do Alemão, na quinta-feira, 2.

Organizado pela ONG 'Rio de Paz', o ato percorreu o calçadão da praia de Copacabana simulando um cortejo fúnebre em homenagem ao menino assassinado, que terminou com a simbólica colocação de uma grande cruz negra na areia.  

A manifestação contou com a participação de dezenas de pessoas. Segundo o estudante Douglas Pereira, de 18 anos, "a força do ato está no simbolismo e não em números. Estamos orgulhosos de denunciar esta barbárie", disse. 

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O menino Eduardo de Jesús Ferreira, de 10 anos, foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça enquanto estava na porta de sua casa na última qunta-feira, 2, durante uma incursão da polícia na favela onde morava a criança. 

Após a tragédia, já foram realizadas três manifestações contra a violência policial nas favelas do Rio de Janeiro. No protesto pacífico da última sexta-feira, 3, no Alemão, a polícia dispersou os manifestantes com bombas de gás e spray de pimenta. 

Uma outra manifestação já está marcada para a próxima quarta-feira, 8 de abril, que deverá marchar em direção ao Palácio da Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. O protesto intitulado "Parem a Guerra na Perifería Imediatamente" já reune mais de 10 mil pessoas confirmadas nas redes sociais. Uma das pautas do ato é a exigência do fim das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

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