Ministério do Interior ucraniano impediu investigação de crimes do Maidan

© Sputnik / Andrei Stenin / Abrir o banco de imagensProtesto na Praça Maidan em Kiev, 22 de fevereiro
Protesto na Praça Maidan em Kiev, 22 de fevereiro - Sputnik Brasil
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Chanceler russo opina que negociações sobre Irã podem ter sucessoO grupo consultivo do Conselho Europeu sobre a Ucrânia opina que a investigação conduzida pelo governo ucraniano dos acontecimentos na praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) não cumpriu as exigências da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Há razões para acreditar que o Ministério do Interior da Ucrânia criou obstáculos à investigação, não existindo uma comunicação coordenada entre as autoridades de investigação.

Ao apresentar o relatório sobre os acontecimentos na Maidan no período de novembro 2013 a fevereiro de 2014, o chefe do grupo consultivo internacional, Nicholas Bratz, disse:

“O relatório também tem uma série de críticas sobre a falta de eficácia da investigação. Acredito que é principalmente o resultado de uma série de deficiências em relação às políticas de recrutamento de pessoal e aos recursos adequados da Procuradoria-Geral.”

© Sputnik / Andrey Stenin / Abrir o banco de imagensMaidan Nezalezhnosti, em Kiev, durante protesto
Maidan Nezalezhnosti, em Kiev, durante protesto - Sputnik Brasil
Maidan Nezalezhnosti, em Kiev, durante protesto
Segundo ele, a conclusão geral do grupo internacional é que "nenhum progresso significativo foi feito no decorrer da investigação."

A praça central de Kiev – praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) foi ocupada por apoiantes da integração europeia em 21 de novembro de 2013, logo após o anúncio do governo de Nikolai Azarov de suspender a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia. A praça se tornou o centro do condronto entre as forças de segurança e os radicais da oposição. Na noite de 30 de novembro de 2013 a polícia ucraniana dispersou a manifestação em apoio à integração europeia da Ucrânia. Logo após isso, as autoridades da Ucrânia admitiram que os agentes policiais usaram força desproporcionada.

Os confrontos, nos quais a oposição usou armas de fogo e coquetéis Molotov, resultou em dezenas de vítimas mortais. Após o golpe de Estado, o procurador-geral da Ucrânia abriu um processo criminal contra ex-funcionários do governo, de acordo com o artigo "obstrução ilegal a reuniões e comícios."

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