Aliados dos EUA se recusam a jogar contra China

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Dois importantes aliados dos EUA na região da Ásia-Pacífico, a Austrália e o Canadá, apoiaram o projeto chinês de criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB).

Espera-se que o ministro das Finanças da Austrália, Mathias Cormann, anuncie a adesão formal ao banco na próxima reunião do Fórum da Ásia em Boao, no sul da China, no final desta semana. A Austrália já divulgou sua decisão de aderir ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura na quarta-feira (25). O Canadá vai fazer o mesmo até 31 de março no outro local.

O AIIB foi criado em 2014 por iniciativa da China. O objetivo do banco é o financiamento de projetos de infraestrutura na região da Ásia-Pacífico. O capital autorizado do banco é US$ 100 bilhões.

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Na semana passada a França, a Alemanha e a Itália concordaram em juntar-se ao Banco Asiático. A decisão dos três países europeus foi tomada alguns dias após o anúncio da intenção da Grã-Bretanha de se tornar membro do AIIB. A decisão irritou imediatamente Washington. A mídia ocidental escreve sobre derrota diplomática da administração de Obama, que incitou fortemente os países amigos a boicotar a nova estrutura.

Os apoiantes dos EUA mudaram suas opiniões após o anúncio da China de desistir de seu direito de veto no banco.

O Japão não adere à nova organização sob pressão dos EUA. Mas vários especialistas notam que o país não pode deixar de perceber que o declínio econômico norte-americano já começou, por isso deve-se preparar para a nova situação. Se não agora, então, no futuro próximo, o Japão vai se juntar ao banco.

A Coreia do Sul é mais um dos "tigres asiáticos", que ainda não está entre os membros do AIIB. O especialista do Instituto de Estudos Orientais de Rússia, Aleksandr Vorontsov, acha que Seul fará a escolha certa entre a atratividade comercial do projeto e os compromissos políticos para Washington. "A Coreia do Sul e o Japão, como os aliados dos EUA, não podem ignorar a posição do sócio sênior. Este é um dos principais fatores, que, até agora, os tem forçado a analisar a proposta. Mas há exemplos de parceiros e aliados de Washington que decidiram aderir à iniciativa chinesa. É possível que isso tenha um impacto encorajador também", disse Vorontsov.

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